terça-feira, 22 de maio de 2012

Não estás deprimido, estás distraído …


…Distraído em relação à vida que te preenche,
Distraído em relação à vida que te rodeia,
Golfinhos, bosques, mares, montanhas, rios.
Não caias como caiu o teu irmão que sofre por um único ser humano, quando existem cinco biliões e seiscentos milhões no mundo. Além de tudo, não é assim tão ruim viver só.
Eu fico bem, decidindo a cada instante o que desejo fazer, e graças à solidão conheço-me… o que é fundamental para viver.
Não faças o que fez o teu pai, que se sente velho porque tem setenta anos, e esquece que Moisés comandou o Êxodo aos oitenta e Rubinstein interpretava Chopin com uma mestria sem igual aos noventa, para citar
apenas dois casos conhecidos.
Não estás deprimido, estás distraído…
Por isso acreditas que perdeste algo, o que é impossível, porque tudo
te foi dado.
Não fizeste um só cabelo da tua cabeça, portanto não és dono de coisa
alguma.
Além disso, a vida não te tira coisas: liberta-te de coisas… alivia-te
para que possas voar mais alto, para que alcances a plenitude. Do
útero ao túmulo, vivemos numa escola; por isso, o que chamas de
problemas são apenas lições. Não perdeste coisa alguma: Aquele que
morre apenas está adiantado em relação a nós, porque todos vamos na
mesma direcção. E não esqueças, que o melhor dele, o amor, continua
vivo em teu coração.
Não existe a morte... Apenas a mudança…E do outro lado esperam-te
pessoas maravilhosas: Gandhi, o Arcanjo Miguel, Whitman, Santo
Agostinho, Madre Teresa, o teu avô e a minha mãe, que acreditava que a
pobreza está mais próxima do amor, porque o dinheiro nos distrai com
coisas demais, e nos machuca, porque nos torna desconfiados.
Faz apenas o que amas e serás feliz. Aquele que faz o que ama, está
beneficamente condenado ao sucesso, que chegará quando for a hora,
porque o que deve ser será, e chegará de forma natural. Não faças
coisa alguma por obrigação ou por compromisso, apenas por amor. Então
terás plenitude, e nessa plenitude tudo é possível sem esforço, porque
és movido pela força natural da vida, a mesma que me ergueu quando
caiu o avião que levava minha mulher e minha filha; a mesma que me
manteve vivo quando os médicos me deram três ou quatro meses de vida.
Deus te tornou responsável por um ser humano, que és tu.
Deves trazer felicidade e liberdade para ti mesmo. E só então poderás
compartilhar a vida verdadeira com todos os outros.
Lembra-te : "Amarás ao próximo como a ti mesmo". Reconcilia-te
contigo, coloca-te frente ao espelho e pensa que esta criatura que
vês, é uma obra de Deus, e decide neste exacto momento ser feliz,
porque a felicidade é uma aquisição.
Aliás, a felicidade não é um direito, mas um dever; porque se não
fores feliz, estarás a levar amargura para todos os teus vizinhos.
Um único homem que não possuiu talento e valor para viver, mandou
matar seis milhões de judeus, seus irmãos.
Existem tantas coisas para experimentar, e a nossa passagem pela terra
é tão curta, que sofrer é uma perda de tempo. Podemos experimentar a
neve no Inverno e as flores na Primavera, o chocolate de Perusa, a
baguette francesa, os tacos mexicanos, o vinho chileno, os mares e os
rios, o futebol dos brasileiros, As Mil e Uma Noites, a Divina
Comédia, Quixote, Pedro Páramo, os boleros de Manzanero e as poesias
de Whitman; a música de Mahler, Mozart, Chopin, Beethoven; as pinturas
de Caravaggio, Rembrandt, Velázquez, Picasso e Tamayo, entre tantas
maravilhas.
E se estás com câncer ou AIDS, podem acontecer duas coisas, e ambas
são positivas: se a doença ganha, liberta-te do corpo que é cheio de
processos (tenho fome, tenho frio, tenho sono, tenho vontades, tenho
razão, tenho dúvidas)...
Se tu vences, serás mais humilde, mais agradecido... portanto,
facilmente feliz, livre do enorme peso da culpa, da responsabilidade e
da vaidade, disposto a viver cada instante profundamente, como deve
ser.
Não estás deprimido, estás desocupado…
Ajuda a criança que precisa de ti, ajuda os velhos e os jovens te
ajudarão quando for a tua vez.
Aliás, o serviço prestado é uma forma segura de ser feliz, como é
gostar da natureza e cuidar dela para aqueles que virão.
Dá sem medida, e receberás sem medida.
Ama até que te tornes o ser amado; mais ainda converte-te no próprio
Amor.
E não te deixes enganar por alguns homicidas e suicidas.
O bem é a maioria, mas não se percebe porque é silencioso. Uma bomba
faz mais barulho que uma carícia, porém, para cada bomba que destrói
há milhões de carícias que alimentam a vida. Vale a pena, não é mesmo?
Se Deus possuísse uma geladeira, teria a tua foto grudada nela.
Se ele possuísse uma carteira, a tua foto estaria nela.
Ele te envia flores a cada Primavera.
Ele te envia um amanhecer a cada manhã.
Cada vez que desejas falar, Ele te escuta.
Ele poderia viver em qualquer ponto do Universo, mas escolheu o teu
coração. Encara, amigo, Ele está louco por ti!
Deus não te prometeu dias sem dor, riso sem tristeza, sol sem chuva,
porém Ele prometeu força para cada dia, consolo para as lágrimas, e
luz para o caminho.
Facundo Cabral

segunda-feira, 21 de maio de 2012

Passeio Socrático

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do  Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão.  Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'.
'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação! Estamos construindo super-homens e super  mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente  infantilizados.

Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?

Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra!
Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais...

A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se  apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este  tênis,  usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é  que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba  precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.

O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental  três requisitos são indispensáveis: amizades,  autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de  missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...

Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito,  entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo  hambúrguer do Mc Donald...

Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:...

"Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser Feliz"!!!

Autor : Frei Beto

O Anjo da Misericórdia

Na tarde trágica e tormentosa do Calvário, quando Jesus se encontrava estiolado pelas ulcerações dos cravos e dos espinhos implantados na Sua carnes, ocorreu um inesperado acontecimento, que as testemunhas do lutuoso facto não puderam perceber, por transcorrer além das fronteiras objectivas da matéria.
As vozes ululantes da Natureza dominavam a paisagem lúgubre, e os homens, atormentados, pareciam vencidos pelas cruéis expressões do primitivismo animal, em total alucinação diante do Justo crucificado...

Nos momentos finais do horrendo espectáculo 3 vultos luminosos, reverentes, se acercaram do madeiro da agonia e um deles, jovem mulher iluminada, qual se fosse uma tocha de crepitante flama, após contemplar a face do Mestre, falou, comovida:


- Senhor, venho oferecer-Te o testemunho do meu fracasso na tarefa em que fui investida.
"Segui-Te os passos por toda a parte e procurei guarida nos corações que foram atraídos pela Tua palavra consoladora.
" Levantei ânimos, impulsionei sentimentos desavisados à razão e convoquei servidores ao trabalho da fraternidade...
" Não obstante, estive contigo no momento da defecção de Simão Pedro, quando Te negou conhecer, o que fez por três vezes consecutivas, expulsando-me dos seus sentimentos, nos quais estive agasalhada por largos meses.
" Desiludida dos homens, venho rogar-Te licença para seguir, ao Teu lado, na direcção dos Cimos Esplendorosos da Vida.
" Tu sabes, eu sou a FÉ!... "

O Mestre, em agonia, fitou-a, compungido, e sem dizer qualquer palavra, através da cortina de lágrimas sanguinolentas que lhe nublavam a claridade visual, olhou a segunda personagem, que também mais se acercou do instrumento da arbitrária punição e elucidou:


- Vivi todas as Tuas instruções e procurei remodelar os campos moral e emocional dos homens que Te seguiram.
" Vi muitos deles, que estavam a borda do desespero e da loucura, mas, graças à Tua palavra de libertação, fi-los esperar por melhores dias confiando nos rectos deveres em favor de perspectivas futuras abençoadas.
" Aqueles outros que se lamentavam sob o luto da saudade e o peso das agonias, consegui soerguer o ânimo e encorajá-los para a luta sem quartel do progresso.
" Em todo o lugar, encontrei oportunidade de serviço e de acção edificante, que soube aproveitar...
" Apesar disso, estava seguindo Judas e tentando convocá-lo à lucidez, arrependido como se apresentava, após a infame traição... Percebendo-lhe os pensamentos infelizes e o desespero envolvi-o em ternura chamando-o à ordem dizendo-lhe que sempre há oportunidade para quem deseja regenerar-se...
" Ele, todavia preferiu o enforcamento covarde numa figueira brava... Ainda retenho na memória a visão do seu corpo oscilante na corda vigorosa em que ceifou a vida carnal...
" Porque fracassei entre as criaturas venho rogar-Te permissão para acompanhar-Te ao solio do Altíssimo, abandonando a Terra...
" Conforme Te recordas, eu sou a ESPERANÇA!..."

Jesus estorcegou nas traves grosseiras, enquanto a mole humana, infrene e enlouquecida, agitava-se no acume do ensombrado morro da Caveira.

E porque Ele tentasse ouvir, já nas últimas contorções do corpo exangue, a terceira visitante uniu-se às duas primeiras e, ainda luminosa, expôs:
- Por onde o Teu olhar passeou ternura e amor, eu procurei alojamento e serviço.
" Através das Tuas mãos, abri bocas sem melodia à música da palavra; descerrei ouvidos moucos aos sons da Natureza; conduzi pernas e corpos mortos ao movimento; tomei as doenças dominadoras e consegui mudá-las das pessoas que as padeciam...
" Jamais vacilei em ajudar, gerando simpatia, sustentando a FÉ e motivando a ESPERANÇA.

" As multidões esfaimadas, por meu intermédio e sob as Tuas ordens, receberam pães e peixes, o mesmo ocorrendo com a água em Caná, quando eu lhe facultei especial sabor na festa das bodas felizes...

" Mesmo assim em face do abandono a que todos Te relegaram, e porque acabo de presenciar o legionário Longinus, no cúmulo da frieza moral de que é portador e sem qualquer compaixão lancetar-Te o peito, para apressar-Te a morte, não suporto mais tanta ingratidão.
" Recorro, deste modo, à Tua aquiescência para sair do mundo e voar na direcção das estrelas, para onde seguirás...
" Bem recordas, eu sou a CARIDADE!... "

Em face do silêncio pesado, que se fez natural, nauqela esfera transcendental, o Mestre, para surpresa geral, na noite que havia tombado sobre a tarde cruel, suplicou:

- Perdoa-os (aos homens), meu Pai, porque eles não sabem o que fazem!

Houve uma estranha movimentação no povo e nos milicianos, que não sabiam o que se passava.
Naquele instante, porém, rasgou-se nas sombras espessas uma estrada luminosa e um ser, de esplêndida beleza, aproximou-se do Crucificado, e, respeitoso, falou, emocionado:
- Eu sou o Anjo da MISERICÓRDIA, enviado pelo Pai, que Te atende o apelo.
" Dize, Senhor, o que desejas de mim pois que eu o farei."
Com a voz inaudível para os ouvidos humanos, no entanto, inteligível para o emissário de Deus, Jesus determinou, comovido:
- Fica no mundo, levando contigo a FÉ, a ESPERANÇA e a CARIDADE, em meu nome, para que os homens, que me conheçam ou não, possam ter minoradas as suas dores e penas, evitando, quanto possível, as desventuras, sob o pálio do meu Amor.
" Que permaneçam sem cansaço, nem desânimo até à consomação dos séculos, como luzes acesas apontando rumos felizes! "

Automaticamente, as três Entidades - Virtudes abraçaram o Anjo da MISERICÓRDIA e partiram, para recolher, de início, o espírito Judas, em perturbação, prosseguindo na direcção de Pedro, a fim de que este não enlouquecesse de remorso, de imediato colocando nos olhos apagados de Longinus a claridade da visão...

Foi então, que Jesus inteiriçou-se na cruz e bradou:
- Pai, nas Tuas Mãos entrego o meu espírito. Tudo está consumado!

A partir daquela hora, quando as dores atingem o máximo de intensidade nos corações humanos;
quando a hidra da guerra ceifa milhões de vidas indefesas;
quando a amargura domina,esmagando os sentimentos;
quando a vida parece sucumbir e todos os acontecimentos se apresentam com funestas perspectivas,
o Anjo da MISERICÓRDIA envolve as criaturas, deixando aqui e ali, neste e naquele coração a chama da FÉ que reanima ou a pulsação da ESPERANÇA que renova e encoraja ou as mãos sublimes da CARIDADE, que sustenta e liberta, em nome do AMOR infinito do CRISTO, que não cessa jamais.

Fonte: LIVRO: "Pelos Caminhos de Jesus" 
Autor Espiritual: Amélia Rodrigues 
Psicografada por: Médium: Divaldo P. Franco

domingo, 20 de maio de 2012

Documentário: Terráqueos (Earthlings)

Olá amigos e amigas, hoje estaremos disponibilizando o documentário Terráqueos que fala sobre a relação imoral e desrespeitosa da espécie homo sapiens entre as demais espécies.
O documentário é forte e difícil de assistir do início ao fim, no entanto não deixa de ser real, assim talvez seja necessário para rompermos a nossa falsa idéia sobre determinados atos do dia a dia.
Pessoalmente, após ver esse documentário, jamais senti tanta vergonha da minha espécie e de mim mesmo. Cada um de nós temos uma grande parcela de culpa nessa relação desrespeitosa que praticamos com outras espécies.
Será que não é a hora de revermos nossa alimentação, a nossa forma de vestir, a nossa forma de entretenimento?
Será que não está na hora da nossa revolução pessoal?

.Atenção: Cenas fortes e muito tristes

Acesse o vídeo aqui: Google Video: Documentário: Terráqueos (Earthlings)

Download completo do filme TERRÁQUEOS (Earthlings):
http://dl.veg-tv.info/Earthlings.avi
Tamanho:700MB
Tempo:1h 35:28 mim
Fonte:http://grupoacaminhodaluz.blogspot.com.br/

O lado sombrio dos buscadores de luz


(...) Quando um colega, amigo ou parente age de forma que nos irrita é porque ele (a) está manifestando uma parte de nós que reprimimos ou rejeitamos, partes de nós que não se ajustam à persona que criamos para apresentar ao resto do mundo. E se formos incapazes de aceitar impulsos semelhantes dentro de nós mesmos, Ford explica, desperdiçamos nossa energia julgando os outros em vez de mostrar empatia por eles. Mas talvez o mais importante disso tudo seja o fato de negar a nós mesmos o poder e a liberdade de viver de forma autêntica.
(...) Quando somos intolerantes com as outras pessoas, por exemplo, estamos inclinados a atribuir o nosso sentimento de inferioridade a elas.
(...) Tudo o que não assumimos em relação a nós mesmos projetamos em outras outras pessoas.
(...) Se negarmos nossa raiva ou nos sentirmos mal com ela, atrairemos gente zangada para nossa vida.
(...) se fico aborrecido com sua arrogância é por que não estou assumindo a minha própria.
(...) Se eu incorporar minha própria arrogância, não me aborrecerei com a dos outros. Vou percebê-la, mas ela não me afetará.
(...) Só quando você mente para si mesmo ou odeia alguma característica sua é que recebe uma carga emocional originada do comportamento de outra pessoa.
(...) Quando o considera a alguém é egoísta, pode ter certeza de que você é capaz de demonstrar o mesmo grau de egoísmo.
(...) Fazendo parte do mundo ou holográfico, somos tudo ou o que vemos, tudo o o que julgamos, tudo o que admiramos.
(...) Ao compreender que você tem tudo o que vê nos outros, seu mundo se altera.
(...) Quando incorporamos nossa sombra, ela pode nos curar.
(...) Há uma "Sombra de luz", um lugar onde enterramos nosso potencial, nossa competência e nossa autenticidade. As partes sombrias da psique só são sombrias quando  estão reprimidas e escondidas; quando as trazemos a luz da mente e encontramos seus talentos sagrados, elas nos transformam. E então ficamos livres.
(...) O trabalho com a sombra não é intelectual; é uma viagem da mente ao coração. Diversas pessoas que trilham o caminho do aperfeiçoamento individual acreditam que completaram o processo, mas são incapazes de enxergar a verdade é sobre si mesmas.
(...) Não podemos ter a experiência completa da luz sem conhecer a escuridão.
(...) Tudo o que odiamos, a que resistimos o que rejeitamos em nosso ser assume vida própria, sem levar em conta o que sentimos como sendo nossos valores.
(...) Você precisa mergulhar na escuridão para trazer para fora a sua luz. Quando reprimimos qualquer sentimento ou impulso, também estamos reprimindo o seu pólo oposto.
(...) Nossas sombras são detentoras da essência daquilo que somos.
(...) Ao assumir tudo o que somos, alcançamos a liberdade para decidir o que fazer neste mundo.
(...) Nossas sombras existem para nos ensinar, guiar e abençoar com o nosso eu completo.
(...) Os sentimentos que abafamos estão ansiosos para se integrar a nós mesmos. Eles são prejudiciais apenas quando reprimidos: podem surgir de repente nas ocasiões menos oportunas, e seus botes repentinos vão incapacitá-lo nas áreas mais importantes de sua vida.

Extrato retirado do livro O LADO SOMBRIO DOS BUSCADORES DE LUZ, de forma salteada, de Debbie Ford por Dalton Campos Roque - www.consciencial.org 

sábado, 19 de maio de 2012

O Alpinista

Esta é a história de um alpinista que sempre buscava superar mais e
mais desafios.

Ele resolveu, depois de muitos anos de preparação, escalar o monte Branco.

Como ele queria a glória somente para si, resolveu escalar o monte
sozinho, o que não era sensato no caso de uma escalada dessa
dificuldade.

Ele começou a subir e foi ficando cada vez mais tarde; porém, como ele
não se havia preparado para acampar, resolveu seguir a escalada,
decidido a atingir o topo.

Escureceu e a noite caiu como um breu nas alturas da montanha. Não era
possível mais enxergar um palmo à frente do nariz; não se via
absolutamente nada; tudo era escuridão, zero de visibilidade, não
havia Lua e as estrelas estavam cobertas pelas nuvens.

Subindo por uma "parede", apenas a 100 metros do topo, ele escorregou
e caiu... Caía a uma velocidade vertiginosa, somente conseguindo ver
as manchas que passavam cada vez mais rápidas na escuridão. Sentia uma
terrível sensação de estar sendo sugado pela força da gravidade. Ele
continuava a cair e, nesses angustiantes momentos, passaram por sua
mente todos os momentos felizes e tristes que já havia vivido em sua
vida.

De repente, ele sentiu um puxão forte que quase o partiu pela metade... Shack!

Como todo alpinista experimentado, havia cravado estacas de segurança
com grampos a uma corda comprida que fixou na sua cintura.

Nesses instantes de silêncio, suspenso pelos ares na completa
escuridão, não lhe sobrou nada além do que gritar: “Oh, meu Deus!
Ajude-me!”.

De repente, uma voz grave e profunda respondeu: “O que você quer de
Mim, meu filho?”.

“Salve-me, meu Deus!”.

“Realmente acredita que o possa salvar?”.

“Eu tenho certeza, meu Deus!”.

“Então corte a corda que o mantém pendurado."

Houve um momento de silêncio e reflexão. O homem agarrou-se mais ainda
à corda e refletiu que se largasse a corda morreria...

Conta o pessoal de resgate que no outro dia encontraram um alpinista
congelado, morto, agarrado com as duas mãos a uma corda...a menos de
dois metros do chão.

Você Já Roubou Uma Melancia?

Houve um juiz, de um tribunal juvenil, que teve uma
experiência não muito comum em um de seus julgamentos. Um
homem idoso, que possuía uma plantação de melancias, flagrou
um menino roubando uma de suas frutas e denunciou-o à
justiça. Quando chegou o dia do julgamento, o homem fez sua
reclamação ao tribunal. O juiz, dirigindo-se ao menino,
perguntou: "Filho, o que você tem a dizer em sua defesa?" O
menino, olhando fixamente para o juiz, falou: "Juiz, você já
roubou uma melancia quando era criança?" O juiz, um pouco
surpreso, colocou sua cabeça entre as mãos em um momento de
reflexão, e finalmente respondeu: "O interrogatório está
encerrado. A acusação foi rejeitada."

É certo roubar uma melancia? Claro que não. A Palavra de
Deus nos ensina: "Não roubarás". Qualquer roubo é pecado. E
por que aquele juiz absolveu o menino? Teria ele roubado,
também, uma melancia quando era criança?

Não cabe a mim julgar e nem pretendo fazer isso aqui. Quero
apenas meditar no que poderia o juiz ter pensado nos poucos
momentos em que colocou sua cabeça entre as mãos. Certamente
ele tinha muita coisa do que se arrepender.

Eu jamais roubei uma melancia. Aliás, jamais vi uma
plantação de melancias, em toda a minha vida! Só as conheci
em balcões de supermercados. Porém, muitos erros cometi no
decorrer de minha vida. E como me arrependo de todos eles!

Eu, muitas vezes, neguei a obediência e a adoração ao meu
Senhor. Eu o rejeitava, tratava-o com indiferença. Achava
que não precisava de Deus, que era capaz de dirigir minha
vida e ser um vencedor. Como estava enganado! Sofri muito
por causa disso. Era infeliz, vazio, solitário, fraco e
derrotado. Eu pensava que era grande coisa e não era
ninguém. Pensava que tinha tudo e não tinha Jesus... não
tinha, portanto, nada.

Um dia alguém me levou ao Senhor. Bendito dia aquele...
benditas mãos que me empurraram para a felicidade e para a
vida. Ele me olhou com ternura, com amor, e me perdoou! Eu
era culpado, mas, Ele me perdoou!

Ele quer perdoar você da mesma maneira. Apresente-se a Ele!

"Pois tu, Senhor, és bom, e pronto a perdoar, e abundante em
benignidade para todos os que te invocam" (Salmos 86:5).

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Atitude é tudo!!!

Luis é o tipo de cara que você gostaria de conhecer.

           Ele estava sempre de bom humor e sempre tinha algo de positivo para dizer.

              Se alguém lhe perguntasse como ele estava à resposta seria logo:
             "Ah... Se melhorar, estraga".


            Ele era um gerente especial em um restaurante, pois  seus  garçons o seguiam de restaurante em restaurante apenas pelas suas  atitudes.

           Ele era um motivador nato.

           Se um colaborador estava tendo um dia ruim, Luis  estava  sempre dizendo como ver o lado positivo da situação.

            Fiquei tão curioso com seu estilo de vida que um dia  lhe  perguntei:
            Você não pode ser uma pessoa positiva todo o tempo.  
"Como faz isso”?

             Ele me respondeu:
           "A cada manhã, ao acordar, digo para mim mesmo":

           "Luis, você tem duas escolhas hoje: Pode ficar de bom  humor ou de mau humor..
            Eu escolho ficar de bom humor".

            Cada vez que algo ruim acontece, posso escolher  bancar a  vítima ou aprender alguma coisa com o ocorrido.
            Eu escolho aprender algo.

            Toda vez que alguém reclamar, posso escolher aceitar  a  reclamação ou mostrar o lado positivo da vida.

           Certo, mas não é fácil - argumentei.

           É fácil sim, disse-me Luis.

           A vida é feita de escolhas.
           Quando você examina a fundo, toda situação sempre  oferece escolha.
           Você escolhe como reagir às situações.

           Você escolhe como as pessoas afetarão o seu  humor.
           É sua a escolha de como viver sua vida.

           Eu pensei sobre o que o Luis disse e sempre lembrava  dele  quando fazia  uma escolha.

           Anos mais tarde, soube que Luis um dia cometera um  erro,  deixando a porta de serviço aberta pela manhã.
           Foi rendido por assaltantes.

           Dominado, e enquanto tentava abrir o cofre, sua mão  tremendo pelo nervosismo, desfez a combinação do segredo.
           Os ladrões entraram em pânico e atiraram nele.

           Por sorte foi encontrado a tempo de ser socorrido e  levado  para um hospital.

           Depois de 18 horas de cirurgia e semanas de  tratamento  intensivo, teve alta ainda com fragmentos de balas alojadas em seu  corpo.

           Encontrei Luis mais ou menos por acaso.

           Quando lhe perguntei como estava, respondeu:
           "Se melhorar, estraga".

           Contou-me o que havia acontecido perguntando:
           "Quer ver minhas cicatrizes"?

           Recusei ver seus ferimentos,  mas  perguntei-lhe o que  havia passado em sua mente na ocasião do  assalto.

           A primeira coisa que pensei foi que deveria ter  trancado a  porta de trás, respondeu.

           Então, deitado no chão, ensanguentado, lembrei  que tinha  duas escolhas:   "Poderia viver ou morrer".
           "Escolhi viver"!

            Você não estava com medo? Perguntei.

           "Os paramédicos foram ótimos".

           " Eles me diziam que tudo ia dar certo e  que ia ficar bom".

           "Mas quando entrei na sala de emergência e vi a  expressão  dos médicos e enfermeiras, fiquei apavorado".

           Em seus lábios eu lia: "Esse aí já era".

           Decidi então que tinha que fazer algo.

           O que fez ? Perguntei.

           Bem.. Havia uma enfermeira que fazia muitas  perguntas.
           Perguntou-me se eu era alérgico a alguma coisa.

           Eu respondi: "sim".
           Todos pararam para ouvir a minha resposta.
           Tomei fôlego e gritei; "Sou alérgico a balas"!

           Entre risadas lhes disse:
           "Eu estou escolhendo viver, operem-me como um  ser vivo,  não como um morto".

           Luis sobreviveu graças à persistência dos médicos...  mas  sua atitude é que os fez agir dessa maneira.

           E com isso, aprendi que todos os dias, não importa  como  eles sejam, temos sempre a opção de viver plenamente.

           Afinal de contas,

           "ATITUDE É TUDO".

Contribuição da maninha: Neide