quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Feliz Natal !!!


Voltarei a postar dia 
06/01/2014
Feliz Ano Novo
Deus nos abençoe

O trem da vida

“Quando sua vida começa, você tem apenas uma mala pequenina na mão...”.

A medida em que os anos vão passando, a bagagem vai aumentando. Porque existem muitas coisas que você recolhe pelo caminho... Porque pensa que não é importante.

A um determinado ponto do caminho começa a ficar insuportável carregar tantas coisas.

Pesa demais...

Então você pode escolher:

Ficar sentado à beira do caminho, esperando que alguém o ajude, o que é difícil.
Pois todos que passarem por ali já terão sua própria bagagem.

Ou você pode aliviar o peso, esvaziando a mala. Mas o que tirar?
Você começa tirando tudo para fora, e vendo o que tem dentro...
Amizade...

Nossa!Tem bastante, e curioso... Não pesa nada!

Mas tem algo pesado...
Você faz força para tirar...

É a raiva, como ela pesa.

Ai você começa a tirar, tirar, e aparecem à incompreensão, o medo, o pessimismo...
Nesse momento, o desânimo quase te leva para dentro da mala...
Mas você puxa-o para fora com toda a força,
e aparece um sorriso, que estava sufocada no fundo de sua bagagem...

Pula para fora outro sorriso e mais outro, e ai saem à felicidade...

Você coloca as mãos dentro da mala de novo e tira pra fora a tristeza...
Agora, você vai ter que procurar a paciência dentro da mala, pois você vai precisar bastante...

Procure então o resto:

Força, esperança, coragem, entusiasmo, equilíbrio, responsabilidade, tolerância, bem humor...

Tira a preocupação também, e deixa de lado. Depois você pensa o que fazer com ela... Bem, sua bagagem está pronta para ser arrumada de novo! Mas pensa bem o que você vai colocar lá dentro!

Agora é com você...

E não se esqueça de fazer isso mais vezes...

Pois o caminho é Muito, muito longo.


terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Uma vida Feliz



A vida é o nosso bem mais precioso, é tão forte; sendo capaz de mudar o 
mundo....Mas ao mesmo tempo é tão frágil; capaz de terminar num 
segundo...Todos os momentos em nossas vidas são mágicos e cabe a cada um 
de nós, deixá-los mais marcantes....Seja feliz e faça alguém feliz também!! 
Estamos todos em busca de: amor, amizade, paz, esperança, afeto, sonhos, 
etc....Não importa, o que vale mesmo é sermos FELIZES....

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

A liberdade é o maior tesouro da vida!

Nada é mais importante do que a liberdade de viver...

Nada é mais forte do que as asas dos nossos sonhos...

Nada é mais especial do que as nossas crenças...

Nada, JAMAIS, deve impedir os nossos pés 
de correrem livremente pela estrada da vida...
Nada!

(Lígia Guerra)

domingo, 22 de dezembro de 2013

BOM CORAÇÃO

No tempo do Buda vivia uma velha mendiga chamada Confiando na Alegria. Ela observava os reis, príncipes e o povo em geral fazendo oferendas ao Buda e a seus discípulos, e não havia nada que quisesse mais do que poder fazer o mesmo. Saiu então pedindo esmolas, mas, no fim do dia não havia conseguido mais do que uma moedinha.

     Levou a moedinha ao mercado para tentar trocá-la por algum óleo, mas o vendedor lhe disse que aquilo não dava para comprar nada. Entretanto, quando soube que ela queria fazer uma oferenda ao Buda, encheu-se de pena e deu-lhe o óleo que queria. A mendiga foi para o mosteiro e acendeu a lâmpada. Colocou-a diante do Buda e fez o seguinte pedido: — Nada tenho a oferecer senão esta pequena lâmpada. Mas, com esta oferenda, possa eu no futuro ser abençoada com a Lâmpada da Sabedoria. Possa eu libertar todos os seres das suas trevas, purificar todos os seus obscurecimentos e levá-los à Iluminação.

     Durante a noite, o óleo de todas as lâmpadas havia acabado. Mas a lâmpada da mendiga ainda queimava na alvorada, quando Maudgalyayana — o discípulo do Buda — chegou para recolher as lâmpadas. Ao ver aquela única lâmpada ainda brilhando, cheia de óleo e com pavio novo, pensou: 'Não há razão para que essa lâmpada continue ainda queimando durante o dia', e tentou apagar a chama com os dedos, mas foi inútil. Tentou abafá-la com suas vestes, mas ela ainda ardia. O Buda, que o observava há algum tempo, disse: — Maudgalyayana: você quer apagar essa lâmpada? Não vai conseguir. Não conseguiria nem movê-la daí, que dirá apagá-la. Se jogasse nela toda a água dos oceanos, ainda assim não adiantaria. A água de todos os rios e lagos do mundo não poderia extinguir esta chama.

      — Por que não? — Perguntou o discípulo de Buda.

     — Porque ela foi oferecida com devoção e com pureza de coração e de mente. Essa motivação produziu um enorme benefício.

     Quando o Buda terminou de falar, a mendiga se aproximou e ele profetizou que no futuro ela se tornaria um Perfeito Buda e seria conhecido como Luz da Lâmpada.

     Em tudo, o nosso sentimento é o que importa. A intenção, boa ou má, influencia diretamente nossa vida no futuro. Qualquer ação, por mais simples que seja, se feita com coração, produz benefícios na vida das pessoas.

sábado, 21 de dezembro de 2013

O CARACOL INVEJOSO

O caracolzinho sentia-se muito infeliz.

Via que quase todos os animais eram mais ágeis do que ele.

Uns brincavam, outros saltavam.

E ele aborrecia-se debaixo do peso de sua carapaça! - Vê-se que meu destino é ir devagarinho, sofrendo todos os males! dizia ele, bastante frustrado. Seus amigos e familiares tentavam consolá-lo, mas nada conseguiam.

- Caracolino, pense que, se a Natureza lhe deu essa carapaça, para alguma coisa foi, disse-lhe a tartaruga, que se encontrava em situação semelhante à dele. - Sim, claro, para alguma coisa será! Pode explicar-me a razão? perguntava Caracolino, ainda mais chateado por receber tantos conselhos.

Caracolino tornou-se tão insuportável por suas reclamações, que todos o abandonaram.

E ele continuava com sua carapaça às costas, cada vez mais pesada para o seu gosto. Um dia, desabou uma tempestade.

Choveu durante muitos dias.

Parecia um dilúvio!

As águas subiram, inundando tudo.

Muitos dos animaizinhos que ele invejara, encontravam-se agora em grandes dificuldades. Caracolino, porém, encontrou um refúgio seguro.

Dentro de sua carapaça estava totalmente protegido! Desde então, compreendeu a utilidade de sua lenta e pesada carapaça.

Deixou de protestar, tornando-se um animalzinho simpático e querido por todos.

Autor desconhecido

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

O QUADRO

Um homem havia pintado um lindo quadro.
No dia de apresentá-lo ao público, convidou todo mundo para vê-lo.
Compareceram as autoridades do local, fotógrafos,
jornalistas, e muita gente, pois o pintor era muito famoso e um grande artista.
Chegado o momento, tirou-se o pano que velava o quadro.
Houve caloroso aplauso.
Era uma impressionante figura de Jesus batendo suavemente à porta de uma casa.
O Cristo parecia vivo.
Com o ouvido junto à porta,
Ele parecia querer ouvir se lá dentro alguém respondia.
Houve discursos e elogios.
Todos admiravam aquela obra de arte.
Um observador curioso porém, achou uma falha no quadro:
A porta não tinha fechadura.
E foi perguntar ao artista:
- Sua porta não tem fechadura!
Como se fará para abri-la-
É assim mesmo - respondeu o pintor
- Esta é a porta do coração humano.
- Só se abre do lado de dentro.

Autor desconhecido

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

A ROUPA NÃO FAZ O HOMEM

Mahatma Gandhi provou que "a roupa não faz o homem".

 Ele só usava uma tanga, a fim de se identificar com as massas simples da Índia.

Certa vez, ele chegou assim vestido, numa festa dada pelo governador inglês.

Os criados não o deixaram entrar.

 Ele voltou para casa e enviou um pacote ao governador, por um mensageiro.

 Dentro continha um terno.
 O governador ligou para a casa dele e perguntou-lhe o significado do embrulho.

O grande homem respondeu:

"Fui convidado para a sua festa, mas não me permitiram entrar por causa da minha roupa.

Se é a roupa que vale, eu lhe enviei o meu terno."

Conto chinês

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Chance de recomeçar

Às vezes pensamos: Como é difícil recomeçar.
Recomeçar uma amizade , um namoro, enfim, um relacionamento em si.
Mas não podemos esquecer que recomeçar é uma oportunidade única que muitas vezes desperdiçamos, e quase sempre por orgulho.
É como se Deus nos permitisse voltar de onde paramos e fazer tudo da maneira que deveria ter sido.
Quantas vezes dissemos: Ai se eu pudesse recomeçar...
Você hoje tem a oportunidade de recomeçar e se dar uma nova chance de construir tudo que você sempre sonhou.
Não deixe que isso passe por um simples orgulho.
Não se deixe vencer por um sentimento que nem ao menos vai estar no Céu.
Recomeçar às vezes não é prova de fraqueza e sim, de força, de coragem!
Vença esse orgulho e dê a você mesmo a oportunidade de conquistar aquilo que tanto você quer que chegue.
Muitas vezes pedimos: Senhor, dá-me a felicidade e Ele nos envia coisas para nos deixar felizes e olhamos e dizemos: Que legal! Mas se Deus me desse a felicidade....
Então Ele nos manda mais alguma coisa e dizemos: Estou até contente, mas eu queria felicidade.
Nunca olhamos as coisas que Deus nos dá como Felicidade.
Sempre queremos mais.
Sempre estamos achando que Deus vai providenciar alguma coisa para a nossa felicidade e nunca vemos o que Ele já fez para a nossa felicidade.
Quem sabe você não está com o seu desejo realizado em suas mãos e esperando que Deus providencie sua felicidade você não está jogando pela janela a oportunidade que Deus te deu.
Tenho certeza que você vai fazer a coisa certa.
E vai entender que tem a chance de RECOMEÇAR.
Que Deus guie seus pensamentos.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

A importância do horizonte

Certa vez, uma pessoa chegou no céu e queria falar com Deus, porque segundo o seu ponto de vista, havia uma coisa na criação que não tinha nenhum sentido. Deus o atendeu de imediato, curioso por saber qual era a falha na criação.

- Senhor Deus, sua criação é muito bonita, muito funcional, cada coisa tem sua razão de ser, mas no meu ponto de vista tem uma coisa que não serve para nada, disse aquela pessoa para Deus.

- E que coisa é essa que não serve para nada? perguntou Deus.

- É o horizonte. Para que serve o horizonte? Se eu caminho um passo em direção ao horizonte, ele se afasta um passo de mim. Se caminho dez passos ele se afasta outros dez passos. Se caminho quilômetros em direção ao horizonte, ele se afasta os mesmos quilômetros de mim. Isso não tem sentido. O horizonte não serve para nada.

Deus olhou para aquela pessoa, sorriu e disse:

- É justamente para isso que serve o horizonte: para fazer a pessoa caminhar!


“O sorriso é a estrela no horizonte da alma”. - Castro Alves

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Impossível Atravessar a Vida

Impossível atravessar a vida …
sem que um trabalho saia mal feito,
sem que uma amizade cause decepção,
sem padecer com alguma doença,
sem que um amor nos abandone,
sem que ninguém da família morra,
sem que a gente se engane em um negócio.
Esse é o custo de viver.
O importante não é o que acontece, mas, como você reage.
Você cresce quando não perde a esperança, nem diminui a vontade, nem perde a fé.
Quando aceita a realidade e tem orgulho de vivê-la.
Quando aceita seu destino, mas tem garra para mudá-lo.
Quando aceita o que deixa para trás, construindo o que tem pela frente e planejando o que está por vir.
Cresce quando supera, se valoriza e sabe dar frutos.
Cresce quando abre caminho, assimila experiências…
e semeia raízes….
Cresce quando se impõe metas, sem se importar com comentários.
Cresce quando é forte de caráter, sustentado por sua formação,
sensível por temperamento…
E humano por nascimento...
Desconheço a autoria

domingo, 15 de dezembro de 2013

O Poder da Doçura

O viajante caminhava pela estrada, quando observou o pequeno rio que começava tímido por entre as pedras. Foi seguindo-o por muito tempo. Aos poucos, ele foi tomando volume e se tornando um rio maior. O viajante continuou a segui-lo.
Bem mais adiante, o que era um pequeno rio se dividiu em dezenas de cachoeiras, num espetáculo de águas cantantes.
A música das águas atraiu mais o viajante, que se aproximou e foi descendo pelas pedras, ao lado de uma das cachoeiras. Descobriu, finalmente, uma gruta.
A natureza criara com paciência caprichosa, formas na gruta. Ele a foi adentrando, admirando sempre mais as pedras gastas pelo tempo.
De repente, descobriu uma placa. Alguém estivera ali antes dele. Com a lanterna, iluminou os versos que nela estavam escritos. Eram versos do grande escritor Tagore, prêmio Nobel de literatura de 1913:
“Não foi o martelo que deixou perfeitas estas pedras, mas a água, com sua doçura, sua dança, e sua canção.
Onde a dureza só faz destruir, a suavidade consegue esculpir.”

sábado, 14 de dezembro de 2013

Lenda Sioux – Amor entre Touro Bravo e Nuvem Azul

Conta uma velha lenda que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas até a tenda do velho feiticeiro da tribo.
- Nós nos amamos e vamos nos casar, disso o jovem. E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã… Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos… Que nos assegure quer estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer?
E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse:
- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada…Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte… e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia. E tu, Touro Bravo, continuou o feiticeiro, deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva!
Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada…
No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco. O velho pediu, que, com cuidado, as tirassem dos sacos… E viu que eram verdadeiramente formosos exemplares…
- E agora o que faremos? Perguntou o jovem. Nós as matamos e depois bebemos a honra de seu sangue? Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne? – Perguntou a jovem.
- Não! – Disse o feiticeiro. Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro… Quando as tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres…
O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado e soltaram os pássaros. A águia e o falcão tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do vôo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.
E o velho disse:
- Jamais esqueçam o que estão vendo… Este é o meu conselho. Vocês são como a águia e o falcão… Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro… Se quiserem que o amor entre vocês perdure, voem juntos,mas jamais amarrados…

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

O Círculo da Tolerância

Um famoso senhor com poder de decisão, gritou com um diretor da sua empresa, porque estava com ódio naquele momento.
O diretor, chegando em casa, gritou com sua esposa, acusando-a de que estava gastando demais, porque havia um bom e farto almoço à mesa.
Sua esposa gritou com a empregada que quebrou um prato.
A empregada chutou o cachorrinho no qual tropeçara.
O cachorrinho saiu correndo, e mordeu uma senhora que ia passando pela rua, porque estava atrapalhando sua saída pelo portão.
Essa senhora foi à farmácia para tomar vacina e fazer um curativo, e gritou com o farmacêutico, porque a vacina doeu ao ser-lhe aplicada.
O farmacêutico, chegando à casa, gritou com sua mãe, porque o jantar não estava do seu agrado.
Sua mãe, tolerante, um manancial de amor e perdão, afagou-lhe seus cabelos e beijou-o na testa, dizendo-lhe:
“Filho querido, prometo-lhe que amanhã farei os seus doces favoritos.
Você trabalha muito, está cansado e precisa de uma boa noite de sono.
Vou trocar os lençóis da sua cama por outros bem limpinhos e cheirosos para que você descanse bem. Amanhã você sentir-se-à melhor.”
E abençoou-o, retirando-se e deixando-o sozinho com os seus pensamentos…
Naquele momento, rompeu o círculo do ódio, porque esbarrou com a tolerância, a doçura, o perdão e o amor…

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Os Quatro Elementos

“Seja terra”, disse o mestre. “A terra recebe os dejetos de homens e animais e não é perturbada por isto; muito pelo contrário, transforma as impurezas em adubo, e fertiliza o campo.”
“Seja água”, disse o mestre. “A água limpa a si mesma, e limpa tudo aquilo que toca. Seja água em torrente.”
“Seja fogo”, disse o mestre. “O fogo faz a madeira podre transformar-se em luz e calor. Seja o fogo que queima e purifica.”
“Seja vento”, disse o mestre. “O vento espalha as sementes sobre a terra, faz o fogo arder com mais brilho, empurra as nuvens – para que a água caia sobre todos os homens.”
“Se você tiver a paciência da terra, a pureza da água, a força do fogo, e a justiça do vento, você está livre.”

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

O Tempo

A vida é o dever que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são seis horas!
Quando se vê, já é sexta-feira!
Quando se vê, já é natal...
Quando se vê, já terminou o ano...
Quando se vê perdemos o amor da nossa vida.
Quando se vê passaram 50 anos!
 Agora é tarde demais para ser reprovado...  Se me fosse dado um dia, outra oportunidade, eu nem olhava o relógio.  Seguiria sempre em frente e iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas...  Seguraria o amor que está a minha frente e diria que eu o amo...  E tem mais: não deixe de fazer algo de que gosta devido à falta de tempo.  Não deixe de ter pessoas ao seu lado por puro medo de ser feliz.  A única falta que terá será a desse tempo que, infelizmente, nunca mais voltará.

Mário Quintana

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Desejo - Carlos Drumond de Andrade

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua Cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender um nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa  Um violão
Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco
Bolero de Ravel
E muito carinho meu.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

As aparências enganam

Num orfanato, igual a tantos outros, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.

Era uma criança triste e sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.

Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar. Sem carinho, sem afeto, sem esperança. Sua única companheira era a solidão.

O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela. E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.

- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.

O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.

- Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.

E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.

Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava a mensagem.

De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.

O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos. Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem: “A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você”.

Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram. Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.


“Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.

domingo, 8 de dezembro de 2013

Esopo e a língua

Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.

Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:

- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da terra está à venda no mercado.

- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?

- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da terra.

Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.

Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.

- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.

- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.

- Pela língua os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.

- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?

- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.

- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.

Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a alguns minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.

Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:

- Por que vos admirais de minha escolha?

- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.

- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.

- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.

- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.

Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.

Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.


“Quando falar, cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”.

sábado, 7 de dezembro de 2013

A história de uma flor

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para a igreja. Mas, após uma semana a flor tinha morrido.

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la. Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu.

Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha.Decidiu voltar todos os dias.

Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo.

Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim!

Assim se cultiva uma amizade.


“Amizade é uma das mais fortes necessidades da alma”.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A música que vinha da casa

Como sempre fazia na véspera de Natal, o rei convidou o primeiro ministro para um passeio. Gostava de ver como enfeitavam as ruas – mas para evitar que os súditos exagerassem nos gastos com o objetivo de agradá-lo, os dois sempre se disfarçavam com roupas de comerciantes que vinham de terras distantes.

Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.

No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia cotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.

De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.

– Vou ver o que está acontecendo - disse o rei.

Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.

– Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.

– Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.

– E podemos saber por que?

– Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.

“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.

O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:

– Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.

O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:

– Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?

Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Exceto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.


Fonte: Paulo Coelho (baseado em um conto indiano)


“Encontra o sucesso quem acredita nos seus sonhos e se empenha para transformá-los em realidade.”

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

O milagre de um novo dia

Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho para fazer antes que o relógio marque meia noite.

Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje.

Eu sou importante.

É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.

Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.

Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.

Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.

Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo, ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.

Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.

Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.

Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.

Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.

Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.

O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.

E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.

Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei.

A escolha está em minhas mãos:

Hoje eu posso enxergar minha vida vazia ou posso alegremente receber o Milagre de Um Novo Dia !

Autoria desconhecida

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Tudo passa

Todas as coisas, na Terra, passam…
Os dias de dificuldades, passarão…
Passarão também os dias de amargura e solidão…
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar…
um dia passarão.
A saudade do ser querido
que está longe, passará.

Dias de tristeza…
Dias de felicidade…
São lições necessárias que, na Terra,
passam, deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará…

E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades já superadas,
que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra,
semelhante a enorme embarcação,
às vezes parece que vai soçobrar
diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará,
porque Jesus está no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno de quem guarda
a certeza de que a agitação faz parte
do roteiro evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará…
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.

Assim, façamos a nossa parte
o melhor que pudermos, sem esmorecimento,
e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que,
por certo… também passarão…”
“Tudo passa… exceto DEUS!”
Deus é o suficiente!

Autor desconhecido

domingo, 1 de dezembro de 2013

Vale a pena tentar

Não aguentava mais aquela vida. Sempre maltratado pela minha mulher e filhos, queria, por força, pôr termo à minha vida.

Dedicava-me de corpo e alma a minha família, mas, sempre incompreendido, minha vida se tornara um tormento.

Uma noite, saí sem rumo certo e fui parar em um antro de malfeitores que davam pouco valor à vida. O ambiente era dos piores.

Quando entrei, quase todos os olhares me foram dirigidos. Fiquei um tanto temeroso, pois ali não era o meu lugar. Sentei em uma mesa e pedi uma bebida.

Não era meu feitio beber, mas, naquele meio, não tive outro jeito, senão me igualar a eles, pelo menos na bebida.

A música era barulhenta e as mulheres que ali frequentavam eram da mais baixa classe.

Não tivera ainda tempo para raciocinar e, levado pelo impulso de me libertar da vida, caíra justamente no pior lugar que eu poderia imaginar.

Aos primeiros goles daquela bebida amarga e estranha, lembrei-me de meu pai, de seus conselhos ponderados, nos mostrando os males e as bênçãos do bom proceder, a figura bondosa de mamãe nos repreendendo quando jogávamos água uns nos outros.

Não sei se foram as lembranças de meus pais, ou se Deus tivera piedade de mim, parei com o copo pelo meio, olhei aqueles rostos de homens acabados pelos vícios, na agitação vertiginosa, misturadas muitas vezes com a agonia de consciências culpadas, procurando viver vida diferente nas ilusões de uma vida falsa e mentirosa.

A música penetrava fortemente pelos meus ouvidos e lembrei então como eu era rude em casa. Não aceitava que os meninos pusessem um som mais alto, pois incomodava a leitura do meu jornal, implicava com as novelas de Mariazinha, olhava sempre de mau humor para meu sogro, que, coitado, não tinha onde ficar… E no serviço, como chefe, era implicante, intolerante, não aceitava desculpas. ai daquele que chegasse tarde, descontava no fim do mês.

Ah, meu Deus, com certeza todos me odiavam. Olhei ao meu redor. O que estava fazendo ali? Por que força misteriosa me fizera chegar até aquele lugar?

Saí dali com pensamentos diferentes: pensei em meu lar. O amor surgiu forte pelos entes queridos, que eu, no meu egoísmo, não queria aceitar. Foi esse amor, centelha luminosa que existe em todo ser, que fez surgir em mim à vontade de viver.

Pensei. amei e fui amado, e o que restou de mim? Na confusão do meu ser, não sabia me responder. só sabia que estava errado e queria me redimir.

Voltei altas horas da noite. Mariazinha já dormia. Andava devagar pelo quarto para não despertá-la. Deitei. Olhei para Mariazinha, como há muito não fazia. Era a mesma moça que eu conhecera, somente mais sofrida, deixando transparecer pequenas rugas, ar cansado, mesmo dormindo. Com certeza estivera chorando.

Arrependi-me de tudo. Queria que amanhecesse logo, para que eu pudesse conversar com ela, pedir que tivesse paciência comigo, pois não queria mais morrer, mas sim viver para eles, para a minha família. Assim, com esses pensamentos, adormeci.

Logo pela manha, levantei primeiro que todos, fui à cozinha, preparei o café como fazia logo que casamos, coloquei o café em uma bandeja e levei para Mariazinha, que me olhou surpresa, pois não esperava mais dessas minhas gentilezas.

Sentou na cama e olhando bem nos meus olhos, me disse:
- Estarei sonhando?
- Não, eu é que acordei de um sonho mau. De hoje em diante, quero ser aquele homem que você conheceu. Tive uma experiência que me fez refletir e dar valor à vida e a tudo que Deus nos dá com tanto amor.

Meus filhos, ouvindo barulho, correram para o nosso quarto, pularam na cama e, abraçados, agradeci a Deus por ter nos dado tanta felicidade, pois vendo a infelicidade dos outros, é que consegui ver os meus erros e repará-los.

Desconheço o autor