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segunda-feira, 26 de março de 2012

BUSCO UM AMIGO...

 Que me diga sempre a verdade,
Que não camufle meus defeitos,
Que não despreze minhas lágrimas!
Um amigo...
Cuja presença traga alegria,
Cujo silêncio transmita a paz
Cuja escuta inspire confiança,
Cuja lembrança infunda coragem.
Um amigo...
Ao qual eu possa dizer: desculpa!
Uma, duas, três vezes...
Um amigo...
Que não seja nem mestre, nem discípulo, mas  um companheiro,
com o qual eu possa caminhar rumo ao infinito em qualquer momento.
Um amigo...
Que conserve a sua intimidade sem esconder o seu pranto.
Um amigo...
Que ao amanhecer não me diga "bom dia", mas me abra o seu coração   com um amável sorriso!     
Um amigo...
Que creia na amizade e a viva como uma audaz conquista de liberdade...
Cuja amizade seja óleo doce, suave e perfumado, extraído do fruto amargo de uma árvore espinhosa.
Um amigo...
Que não se preocupe em dar ou receber,
mas que seja capaz de compartilhar.
Um amigo...
Simples, sincero, natural... capaz de chorar, mas sobretudo de sorrir...
Um amigo...
Que seja um reflexo da bondade de Deus."
(Reinilson Câmara - Professor,poeta,cronista e compositor de Mpb. )

terça-feira, 13 de março de 2012

O amigo

Um dia, quando era calouro na escola, vi um garoto de minha sala caminhando para casa depois da aula. Seu nome era Marcelo. Parecia que estava carregando todos os seus livros. Pensei: por que alguém leva para casa todos os livros numa sexta-feira? Deve ser CDF.
Já estava com meu final de semana planejado. Festa e um jogo de futebol com os amigos sábado de tarde. Então dei de ombros e segui meu caminho.
Quando ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo na direção de Marcelo. Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de tal forma que caiu no chão. Seus óculos voaram e os vi aterrissarem na grama alguns metros de onde estava.
Ergueu o rosto, e vi a terrível tristeza em seus olhos. Meu coração penalizou-se dele. Corri em sua direção, enquanto ele engatinhava, procurando seus óculos. Pude ver uma lágrima em seu olho. Enquanto lhe entregava os óculos, disse-lhe:
— Aqueles caras são uns babacas. Deviam procurar o que fazer!
Olhou-me e disse-me:
— Obrigado!