segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Sólido como uma rocha

Mesmo sem jeans rasgados, sua figura aos dez anos de idade era desleixada. Nenhum dos seus colegas da quinta série conhecia alguém mais mal vestido e sem educação do que Marco. Era seu quinto dia de escola numa tradicional cidade de famílias ricas da Nova Inglaterra. Os pais de Marco eram imigrantes que trabalhavam na colheita de frutas e os colegas o olhavam com desconfiança. Apesar de cochicharem e rirem de suas roupas, ele parecia não notar.

Então veio a hora do recreio e do beisebol. Marco fez o primeiro ponto, o que lhe valeu um pouco de respeito por parte dos críticos dos seus trajes. O próximo a rebater era Richard, o menos atlético e mais obeso da turma. Depois da segunda tentativa frustrada de Richard (recebida com reclamações da torcida), Marco cochichou em seu ouvido:

– Esquece eles, garoto. Vai lá e bate.

Richard bateu e acertou. Nesse preciso momento, alguma coisa mudou na atitude da classe. Nos meses seguintes, Marco ensinou muitas coisas aos colegas. Coisas como saber se uma fruta estava madura, como chamar o peru selvagem e, principalmente, como tratar as pessoas.

Quando os pais de Marco terminaram seu trabalho naquela região, a classe já estava em clima de Natal. Enquanto os outros alunos traziam echarpes finas, perfumes e sabonetes, Marco chegou à mesa da professora com um presente especial. Era uma pedra, que ele entregou, dizendo:

– Dei um polimento especial.

Anos mais tarde, a professora ainda conservava a pedra de Marco em sua mesa. No começo de cada ano letivo, ela contava à nova classe a história do garoto que ensinou a ela e aos colegas a não julgar o conteúdo pela aparência. Pois o que está por dentro é o que conta.

Você não está só – Histórias de amor e coragem
Jack Canfield, Mark Victor Hansen e Barry Spilchuck
Ediouro

domingo, 30 de dezembro de 2012

A Bíblia

Há muitos anos, existiu um homem muito rico que no dia do seu aniversário convocou a criadagem a sua sala para receberem presentes.

Colocou-os a sua frente na seguinte ordem: cocheiro, jardineiro, cozinheira, arrumadeira e o pequeno mensageiro. Em seguida dirigindo-se a eles, explicou o motivo de os haver chamado até ali e, por fim, fez-lhes uma pergunta, esperando de cada um a sua própria resposta. Essa foi a pergunta feita:

- O que prefere você receber agora: esta Bíblia ou este valor em dinheiro?

-Eu gostaria de receber a Bíblia -- respondeu pela ordem o cocheiro. - Mas, como não aprendi a ler, o dinheiro me será bastante mais útil!

Recebeu então a nota, de valor elevado na época, e agradeceu ao patrão.

Esse pediu-lhe que permanecesse em seu lugar.

Era a vez do jardineiro fazer a sua escolha e, escolhendo bem as palavras, falou:

- Minha mulher está adoentada e por esta razão tenho necessidade do dinheiro; em outra circunstância escolheria, sem dúvida, a Bíblia.

Como aconteceu com o primeiro, ele também permaneceu na sala após receber o valor das mãos do patrão. Agora, pela ordem, falaria a cozinheira que teve tempo de elaborar  bem a sua resposta:

- Eu sei ler, porém, nunca encontro tempo para sequer folhear uma revista; portanto, aceito o dinheiro para comprar um vestido novo.

- Eu já possuo uma Bíblia e não preciso de outra; assim, prefiro o dinheiro -- informou a arrumadeira, em poucas palavras.

Finalmente, chegou a vez do menino de recados. Sabendo-o bastante necessitado, o patrão adiantou-se em dizer-lhe:

- Certamente você também ira preferir dinheiro, para comprar uma nova sandália, não é isso, meu rapaz?

- Muito obrigado pela sugestão. De fato estou precisando muito de um calçado novo, mas vou preferir a Bíblia. Minha mãe me ensinou que a Palavra de Deus é mais desejável do que o ouro... -- disse o pequeno mensageiro.

Ao receber o bonito volume, o menino feliz o abriu e nisso caiu aos seus pés uma moeda de ouro. Virando outras paginas, foi deparando com outros valores em notas. Vendo isso, os outros criados perceberam o seu erro e envergonhados deixaram o recinto.

A sós com o menino, disse-lhe comovido o patrão: "Que Deus o abençoe, meu filho, e também a sua mãe, que tão bem o ensinou a valorizar a Palavra de Deus."

sábado, 29 de dezembro de 2012

Biscoito de Polvilho


Santo Inácio nos diz que "não é o muito saber que sacia e satisfaz a
alma mas sim o sentir e saborear as coisas internamente". EE 2


BISCOITO DE POLVILHO

Todos já estavam notando a diferença no meu comportamento. Eu estava mais alegre, radiante, era impossível não ver minha felicidade! Até a maneira mais carinhosa e afetuosa com a qual vinha tratando a todos
chamava a atenção.

E eu também estava louca para que eles entendessem o que estava
acontecendo comigo. . .

Foi quando resolvi mostrar-lhes um biscoito de polvilho. Segurei-o em
minhas mãos e perguntei-lhes:
-Quem sabe o que é isso?

E todos responderam: -Um biscoito de polvilho!

-E para que serve um biscoito de polvilho?
-Para comermos!

-Muito bem! Como são vendidos os biscoitos de polvilho?
-Embalados em sacos plásticos!

-Onde são cozidos?
-No forno!

- Que beleza vocês sabem tudo sobre biscoito de polvilho...Só mais uma
pergunta: este biscoito que está na minha mão é doce ou salgado?
Houve um breve silêncio e então alguém argumentou:
-Só vamos saber se experimentarmos...
-Pois é isso!

Todos vocês vêm notando em mim uma mudança e tem me perguntado o que anda acontecendo comigo. Até algum tempo atrás eu sabia tudo sobre JESUS o que foi muito bom porque me aproximou dele, mas recentemente entendi que não bastava apenas “saber sobre ELE”, era necessário EXPERIMENTÁ-LO em minha vida. Abri sinceramente incondicionalmente meu coração a ELE.

Pude então realmente sentir o “SABOR” de seu imenso AMOR. “SABOR” ao qual foi impossível não render-me e deliciar-me. De um AMOR QUE TUDO TRANSFORMA, E QUE FAZ TODA A DIFERENÇA, SABOR de “quero sempre mais”, SABOR que vocês também podem conhecer, basta abrir seu coração e querer
experimentá-lo!!!

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

A Borboleta

A sabedoria popular nos diz que Deus escreve certo por linhas tortas e
S. Paulo na carta aos romanos nos diz que "Tudo concorre para o bem
daqueles que amam a Deus." Essa mensagem nos ajuda a perceber que Deus se utiliza mesmo daquilo que parece ser um sofrimento para que nós, seus filhos tenhamos a capacidade de ser aquilo que Ele sonha para nós.


A Lição da Borboleta:

     Andando por um jardim, o homem percebeu um pequeno casulo que se contorcia, preso a um galho de árvore. Aproximou-se. Por uma pequena abertura viu a borboleta que tentava romper aquela casca e libertar-se.
O homem sentou-se e ficou observanndo aquele silencioso drama da
natureza que se desenrolava sob seus olhos.

O tempo passava. A borboleta lutava e nada. A abertura era muito
estreita, o casulo era resistente e ela, apesar do esforço, não
conseguia sair. Então, a borboleta parou de lutar. Aparentemente
tinham-se esgotado suas forças. O homem chegou bem perto do casulo,
tocou-o com a ponta do dedo e, imediatamente, a borboleta voltou a se
contorcer. Longos minutos de mais esforços e luta e, nada... A
borboleta mais uma vez se cansou e ficou imóvel. Parecia ter chegado ao
seu limite. O homem decidiu então intervir e ajudar. Com uma pequena
tesoura, cuidadosamente foi cortando a parede do casulo até que a
borboleta se viu livre. Ele sorriu, satisfeito e ficou esperando que
ela, finalmente, voasse.
     Mas algo estranho ocorreu. O corpo da borboleta estava ainda
pequenino e frágil. Suas asas, amassadas, não conseguiam estender-se e
permaneciam murchas e atrofiadas. Ela mal conseguia se arrastar pelo
chão. Aquela borboleta nunca seria capaz de voar...
     O homem então se deu conta de que, na sua vontade de ajudar, ele,
na verdade, havia condenado a borboleta. Ele não sabia que o esforço
para romper o casulo era a forma que a natureza tinha inventado para
fortalecer o corpo da borboleta, desenvolver suas asas e fazê-la voar.
     Algumas vezes, o esforço, a luta é justamente o que nos fortalece
e prepara para os desafios da vida. Se Deus permitisse que passássemos
pela vida sem nenhum obstáculo ou dificuldade, sem ter que vencer
nenhuma barreira, Ele nos deixaria como que atrofiados, aleijados,
incapazes de vôos mais altos.
     É por isso que, na oração, nem sempre recebemos exatamente o que
pedimos...
     Eu pedi força... e Deus me deu dificuldades para superar e, assim
me fortalecer.
     Eu pedi sabedoria, conhecimento... e Deus me deu problemas para
resolver.
     Eu pedi prosperidade, solução para problemas materiais... e Deus
me deu capacidade para trabalhar.
     Eu pedi saúde, cura... e Ele me deu forças, paciência, compreensão
e esperança.
     Eu pedi coragem, disposição... e Deus me deu perigos para
enfrentar e superar.
     Eu pedi favores, facilidades... e Deus me deu oportunidades.
     Eu pedi carinho e amor... e Deus me deu pessoas com quem conviver.
     Na minha oração eu não recebi nada do que pedi... mas sim tudo o
que precisava!

quinta-feira, 27 de dezembro de 2012

A carpa

A carpa japonesa tem a capacidade natural de crescer de acordo com o tamanho do seu ambiente. Assim, num pequeno tanque, ela geralmente não passa de cinco ou sete centímetros -- mas pode atingir três vezes esse tamanho, se colocada num lago.
Da mesma maneira, as pessoas têm a tendência de crescer de acordo com o ambiente que as cerca. Só que, neste caso, não estamos falando de características físicas, mas de desenvolvimento emocional, espiritual e intelectual.
Enquanto a carpa é obrigada, para seu próprio bem, a aceitar os limites do seu mundo, nós estamos livres para estabelecer as fronteiras de nossos sonhos.
Se somos um peixe maior do que o tanque em que fomos criados, em vez de nos adaptarmos a ele, devemos buscar o oceano -- mesmo que a adaptação inicial seja desconfortável e dolorosa.
Pense nisto. Existe um oceano esperando por você.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2012

Inferno ou Paraíso?

Certa vez, perguntei para o Ramesh, um de meus mestres na Índia:
"Por que existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogadas num copo de água?"
Ele simplesmente sorriu e me contou uma história.
"Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu, um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o paraíso. Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.
Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem, a moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, o orientou a ir para o Inferno.
E, no Inferno, ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou e foi ficando...
Alguns dias depois, Lúcifer chega furioso às portas do paraíso para tomar satisfações com São Pedro: "Isso que você está fazendo é puro terrorismo!!'
Sem saber o motivo de tanta raiva, Pedro pergunta do que se trata. Um transtornado Lúcifer responde:
"Você mandou aquele sujeito para o inferno e ele está me desmoralizando! Chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora, está todo mundo dialogando, abraçando-se, beijando-se. O inferno não é lugar para isso! Por favor, traga esse sujeito de lá!'"
Quando Ramesh terminou de contar esta história olhou-me carinhosamente e disse:
"Viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno, o próprio demônio o mandará para o Paraíso."

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Mensagem de Natal

Que neste Natal
Aquela magia toda guardada durante todo o ano
Venha presente nos corações daqueles que festejam o amor.

Que não apenas seja uma comemoração,
Mas um início para uma nova geração.

O Natal simboliza nova vida,
Pois nele comemoramos o nascimento do Homem
Que modificou a nossa maneira de ver o mundo.
Trazendo-nos amor e esperança.

Que neste natal sejam confraternizados todos os desejos
De um mundo melhor.

Que todos estabeleçam um novo vigor de humanidade.
E que nada seja mais forte do que a união
Daqueles que brindam o afeto entre eles.

Feliz Natal e Próspero Ano Novo

segunda-feira, 24 de dezembro de 2012

As flores encomendadas

Um grande carro de luxo parou diante do pequeno escritório à entrada do cemitério e o chofer, uniformizado, dirigiu-se ao vigia.
- Você pode acompanhar-me, por favor? É que minha patroa está doente e não pode andar, explicou. Quer ter a bondade de vir falar com ela? Uma senhora de idade, cujos olhos fundos não podiam ocultar o profundo sofrimento, esperava no carro.
- Nestes últimos dois anos mandei-lhe cinco dólares por semana.
- Para as flores, lembrou o vigia.
- Justamente. Para que fossem colocadas na sepultura de meu filho.
- Vim aqui hoje, disse um tanto consternada, porque os médicos me avisaram que tenho pouco tempo de vida. Então quis vir até aqui para uma última visita e para lhe agradecer.
O funcionário teve um momento de hesitação, mas depois falou com delicadeza:
- Sabe, minha senhora, eu sempre lamentei que continuasse mandando o dinheiro para as flores.
- Como assim? Perguntou a senhora.
- É que... A senhora sabe... As flores duram tão pouco tempo, e afinal, aqui, ninguém as vê...
- O senhor sabe o que está dizendo? Retrucou a senhora.
- Sei, sim minha senhora. Pertenço a uma associação de serviço social, cujos membros visitam os hospitais e os asilos. Lá, sim, é que as flores fazem muita falta. Os internados podem vê-las e apreciar seu perfume.
A senhora deixou-se ficar em silêncio por alguns segundos. Depois, sem dizer uma palavra, fez um sinal ao chofer para que partissem.
Apenas alguns meses depois, o vigia foi surpreendido por outra visita. Duplamente surpreendido porque, desta vez, era a própria senhora que vinha guiando o carro.
- Agora eu mesma levo as flores aos doentes, explicou-lhe, com um sorriso amável. O senhor tem razão. Os enfermos ficam radiantes e faz com que eu me sinta feliz. Os médicos não sabem a razão da minha cura, mas eu sei: é que eu reencontrei motivos para viver. Não esqueci meu filho, pelo contrário, dou as flores em seu nome e isso me dá forças.
Esta senhora descobrira o que quase todos não ignoramos, mas muitas vezes esquecemos. Auxiliando os outros, conseguimos auxiliar a nós mesmos.