Num orfanato, igual a tantos outros, havia uma pobre órfã, de oito anos de idade.
Era uma criança triste e sem encantos, de maneiras desagradáveis, evitada pelas outras, e francamente malquista pelos professores.
Por essa razão, a pobrezinha vivia no maior isolamento. Ninguém para brincar, ninguém para conversar. Sem carinho, sem afeto, sem esperança. Sua única companheira era a solidão.
O diretor do orfanato aguardava ansioso uma desculpa legítima para livrar-se dela. E um dia apresentou-se, aparentemente, uma boa desculpa. A companheira de quarto da menina informou que ela estava mantendo correspondência com alguém de fora do orfanato, o que era terminantemente proibido.
- Agora mesmo, disse a informante, ela escondeu um papel numa árvore.
O diretor e seu assistente mal puderam esconder a satisfação que a denúncia lhes causara.
- Vamos tirar isso a limpo agora mesmo, disse o superior.
E, somando-se ao assistente, pediu para que a testemunha do delito os acompanhasse a fim de lhes mostrar a prova do crime.
Dirigiram-se os três, a passos rápidos, em direção à árvore na qual estava a mensagem.
De fato, lá estava um papel delicadamente colocado entre os ramos.
O diretor desdobrou, ansioso, o bilhete, esperando encontrar ali a prova de que necessitava para livrar-se daquela criança tão desagradável aos seus olhos. Todavia, para seu desapontamento e remorso, no pedaço de papel um tanto amassado, pôde ler a seguinte mensagem: “A qualquer pessoa que encontrar este papel: eu gosto de você”.
Os três investigadores ficaram tão decepcionados quanto surpresos com o que leram. Decepcionados porque perderam a oportunidade de livrar-se da menina indesejável, e surpresos porque perceberam que ela era menos má do que eles próprios.
“Nunca podemos julgar a vida dos outros, porque cada um sabe da sua própria dor e renúncia”.
Este blog destina-se a homenagear o nosso Divino Pai Eterno e levar a todos uma palavra de conforto, pensamentos, vídeos e histórias que mostram a grandeza do nosso Pai e como Ele age em tudo que nos cerca. Todas as religiões que exaltam nosso Divino Pai Eterno serão divulgadas nesse espaço, pois, o que mais queremos e a união e o fortalecimento de todos em torno do Pai. Seja Bem-vindo e traga-nos sugestões e pedidos.
segunda-feira, 9 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
Esopo e a língua
Esopo era um escravo de rara inteligência que servia à casa de um conhecido chefe militar da antiga Grécia.
Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:
- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da terra está à venda no mercado.
- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.
- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.
- Pela língua os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.
- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a alguns minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
- Por que vos admirais de minha escolha?
- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.
- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.
- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.
- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.
“Quando falar, cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”.
Certo dia, em que seu patrão conversava com outro companheiro sobre os males e as virtudes do mundo, Esopo foi chamado a dar sua opinião sobre o assunto, ao que respondeu seguramente:
- Tenho a mais absoluta certeza de que a maior virtude da terra está à venda no mercado.
- Como? Perguntou o amo surpreso. Tens certeza do que está falando? Como podes afirmar tal coisa?
- Não só afirmo, como, se meu amo permitir, irei até lá e trarei a maior virtude da terra.
Com a devida autorização do amo, saiu Esopo e, dali a alguns minutos voltou carregando um pequeno embrulho.
Ao abrir o pacote, o velho chefe encontrou vários pedaços de língua, e, enfurecido, deu ao escravo uma chance para explicar-se.
- Meu amo, não vos enganei, retrucou Esopo.
- A língua é, realmente, a maior das virtudes. Com ela podemos consolar, ensinar, esclarecer, aliviar e conduzir.
- Pela língua os ensinamentos dos filósofos são divulgados, os conceitos religiosos são espalhados, as obras dos poetas se tornam conhecidas de todos.
- Acaso podeis negar essas verdades, meu amo?
- Boa, meu caro, retrucou o amigo do amo. Já que és desembaraçado, que tal trazer-me agora o pior vício do mundo.
- É perfeitamente possível, senhor, e com nova autorização de meu amo, irei novamente ao mercado e de lá trarei o pior vício de toda terra.
Concedida a permissão, Esopo saiu novamente e dali a alguns minutos voltava com outro pacote semelhante ao primeiro.
Ao abri-lo, os amigos encontraram novamente pedaços de língua. Desapontados, interrogaram o escravo e obtiveram dele surpreendente resposta:
- Por que vos admirais de minha escolha?
- Do mesmo modo que a língua, bem utilizada, se converte numa sublime virtude, quando relegada a planos inferiores se transforma no pior dos vícios.
- Através dela tecem-se as intrigas e as violências verbais. Através dela, as verdades mais santas, por ela mesma ensinadas, podem ser corrompidas e apresentadas como anedotas vulgares e sem sentido.
- Através da língua, estabelecem-se as discussões infrutíferas, os desentendimentos prolongados e as confusões populares que levam ao desequilíbrio social.
- Acaso podeis refutar o que digo? Indagou Esopo.
Impressionados com a inteligência invulgar do serviçal, ambos os senhores calaram-se, comovidos, e o velho chefe, no mesmo instante, reconhecendo o disparate que era ter um homem tão sábio como escravo, deu-lhe a liberdade.
Esopo aceitou a libertação e tornou-se, mais tarde, um contador de fábulas muito conhecido da Antiguidade e cujas histórias até hoje se espalham por todo mundo.
“Quando falar, cuide para que suas palavras sejam melhores do que o silêncio”.
sábado, 7 de dezembro de 2013
A história de uma flor
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou uma jovem e ficou admirada com a flor. Logo pensou em Deus. Cortou a flor e a levou para a igreja. Mas, após uma semana a flor tinha morrido.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la. Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha.Decidiu voltar todos os dias.
Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo.
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim!
Assim se cultiva uma amizade.
“Amizade é uma das mais fortes necessidades da alma”.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou um homem, viu a flor, pensou em Deus, agradeceu e a deixou ali; não quis cortá-la para não matá-la. Mas, dias depois, veio uma tempestade e a flor morreu.
Era uma vez uma flor que nasceu no meio das pedras. Quem sabe como, conseguiu crescer e ser um sinal de vida no meio de tanta tristeza. Passou uma criança e achou que aquela flor era parecida com ela: bonita, mas sozinha.Decidiu voltar todos os dias.
Um dia regou, outro dia trouxe terra, outro dia podou, depois fez um canteiro, colocou adubo.
Um mês depois, lá onde tinha só pedras e uma flor, havia um jardim!
Assim se cultiva uma amizade.
“Amizade é uma das mais fortes necessidades da alma”.
sexta-feira, 6 de dezembro de 2013
A música que vinha da casa
Como sempre fazia na véspera de Natal, o rei convidou o primeiro ministro para um passeio. Gostava de ver como enfeitavam as ruas – mas para evitar que os súditos exagerassem nos gastos com o objetivo de agradá-lo, os dois sempre se disfarçavam com roupas de comerciantes que vinham de terras distantes.
Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.
No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia cotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.
De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.
– Vou ver o que está acontecendo - disse o rei.
Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.
– Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.
– Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.
– E podemos saber por que?
– Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.
“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.
O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:
– Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.
O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:
– Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?
Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Exceto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.
Fonte: Paulo Coelho (baseado em um conto indiano)
“Encontra o sucesso quem acredita nos seus sonhos e se empenha para transformá-los em realidade.”
Caminharam pelo centro, admirando as guirlandas de luz, os pinheiros, as velas acesas nos degraus das casas, as barracas que vendiam presentes, os homens, mulheres e crianças que saiam apressados para juntar-se a seus parentes e celebrarem aquela noite em torno de uma mesa farta.
No caminho de volta, passaram pelo bairro mais pobre; ali o ambiente era completamente distinto. Nada de luzes, velas, ou o cheiro gostoso de comida pronta para ser servida. Não se via quase ninguém na rua, e como fazia todos os anos, o rei comentou com o ministro que precisava prestar mais atenção aos pobres do seu reino. O ministro acenou positivamente com a cabeça, sabendo que em breve o assunto estaria de novo esquecido, enterrado na burocracia cotidiana, aprovação de orçamentos, discussões com emissários estrangeiros.
De repente, notaram que de uma das casas mais pobres vinha o som de uma música. O barraco mal construído, com várias frestas entre as madeiras apodrecidas, permitia que vissem o que se passava lá dentro, e era uma cena completamente absurda: um velho em uma cadeira de rodas que parecia chorar, uma jovem completamente careca que dançava, e um rapaz de olhar triste que tocava um tamborim e cantava uma canção do folclore popular.
– Vou ver o que está acontecendo - disse o rei.
Bateu à porta. O jovem interrompeu a música e veio atender.
– Somos mercadores em busca de um lugar para dormir. Escutamos a música, vimos que ainda estão acordados, e gostaria de saber se podemos passar a noite aqui.
– Os senhores encontrarão abrigo em algum hotel da cidade. Infelizmente não podemos ajudá-los; apesar da música, esta casa está cheia de tristeza e sofrimento.
– E podemos saber por que?
– Por minha causa – era o velho na cadeira de rodas que falava. – Durante toda a minha vida, procurei educar meu filho para que aprendesse caligrafia, de modo a ser um dos escribas do palácio. Entretanto, os anos se passavam e as novas inscrições para o cargo jamais foram abertas. Até que esta noite tive um sonho estúpido: um anjo aparecia e me pedia para que comprasse uma taça de prata, já que o rei iria me visitar, beber um pouco, e conseguir emprego para o meu filho.
“A presença do anjo era tão convincente que resolvi seguir o que dizia. Como não temos dinheiro, minha nora foi hoje de manhã até o mercado, vendeu seus cabelos, e compramos esta taça que está ai na frente. Agora eles tentam me alegrar, cantando e dançando porque é Natal, mas é inútil”.
O rei viu a taça de prata, pediu que servissem um pouco de água porque estava com sede, e antes de partir, comentou com a família:
– Que coincidência! Hoje mesmo estivemos com o primeiro ministro, e ele nos disse que as inscrições seriam abertas na semana que vem.
O velho acenou com a cabeça, sem acreditar muito no que ouvia, e despediu-se dos estrangeiros. Mas no dia seguinte, uma proclamação real foi lida por todas as ruas da cidade; procuravam um novo escriba para a corte. Na data marcada, o salão de audiências estava cheio de gente, ansiosa para competir por tão cobiçado cargo. O primeiro ministro entrou, pediu que todos preparassem seus blocos e canetas:
– Eis o tema da dissertação: por que um velho homem chora, uma mulher careca dança, e um rapaz triste canta?
Um murmúrio de espanto percorreu toda a sala: ninguém sabia contar uma história como essa! Exceto um jovem com roupas humildes, em um dos cantos da sala, que abriu um largo sorriso e começou a escrever.
Fonte: Paulo Coelho (baseado em um conto indiano)
“Encontra o sucesso quem acredita nos seus sonhos e se empenha para transformá-los em realidade.”
quinta-feira, 5 de dezembro de 2013
quarta-feira, 4 de dezembro de 2013
O milagre de um novo dia
Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho para fazer antes que o relógio marque meia noite.
Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje.
Eu sou importante.
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.
Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.
Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.
Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.
Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo, ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.
Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.
Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.
Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.
Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.
Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.
Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei.
A escolha está em minhas mãos:
Hoje eu posso enxergar minha vida vazia ou posso alegremente receber o Milagre de Um Novo Dia !
Autoria desconhecida
Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje.
Eu sou importante.
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.
Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.
Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.
Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.
Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo, ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.
Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.
Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.
Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.
Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.
Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser.
E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.
Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei.
A escolha está em minhas mãos:
Hoje eu posso enxergar minha vida vazia ou posso alegremente receber o Milagre de Um Novo Dia !
Autoria desconhecida
terça-feira, 3 de dezembro de 2013
Tudo passa
Todas as coisas, na Terra, passam
Os dias de dificuldades, passarão
Passarão também os dias de amargura e solidão
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar
um dia passarão.
A saudade do ser querido
que está longe, passará.
Dias de tristeza
Dias de felicidade
São lições necessárias que, na Terra,
passam, deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará
E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades já superadas,
que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra,
semelhante a enorme embarcação,
às vezes parece que vai soçobrar
diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará,
porque Jesus está no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno de quem guarda
a certeza de que a agitação faz parte
do roteiro evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte
o melhor que pudermos, sem esmorecimento,
e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que,
por certo também passarão
Tudo passa exceto DEUS!
Deus é o suficiente!
Autor desconhecido
Os dias de dificuldades, passarão
Passarão também os dias de amargura e solidão
As dores e as lágrimas passarão.
As frustrações que nos fazem chorar
um dia passarão.
A saudade do ser querido
que está longe, passará.
Dias de tristeza
Dias de felicidade
São lições necessárias que, na Terra,
passam, deixando no espírito imortal
as experiências acumuladas.
Se hoje, para nós, é um desses dias
repletos de amargura,
paremos um instante.
Elevemos o pensamento ao Alto,
e busquemos a voz suave
da Mãe amorosa
a nos dizer carinhosamente:
isso também passará
E guardemos a certeza,
pelas próprias dificuldades já superadas,
que não há mal que dure para sempre.
O planeta Terra,
semelhante a enorme embarcação,
às vezes parece que vai soçobrar
diante das turbulências de gigantescas ondas.
Mas isso também passará,
porque Jesus está no leme dessa Nau,
e segue com o olhar sereno de quem guarda
a certeza de que a agitação faz parte
do roteiro evolutivo da humanidade,
e que um dia também passará
Ele sabe que a Terra chegará a porto seguro,
porque essa é a sua destinação.
Assim, façamos a nossa parte
o melhor que pudermos, sem esmorecimento,
e confiemos em Deus,
aproveitando cada segundo, cada minuto que,
por certo também passarão
Tudo passa exceto DEUS!
Deus é o suficiente!
Autor desconhecido
domingo, 1 de dezembro de 2013
Vale a pena tentar
Não aguentava mais aquela vida. Sempre maltratado pela minha mulher e filhos, queria, por força, pôr termo à minha vida.
Dedicava-me de corpo e alma a minha família, mas, sempre incompreendido, minha vida se tornara um tormento.
Uma noite, saí sem rumo certo e fui parar em um antro de malfeitores que davam pouco valor à vida. O ambiente era dos piores.
Quando entrei, quase todos os olhares me foram dirigidos. Fiquei um tanto temeroso, pois ali não era o meu lugar. Sentei em uma mesa e pedi uma bebida.
Não era meu feitio beber, mas, naquele meio, não tive outro jeito, senão me igualar a eles, pelo menos na bebida.
A música era barulhenta e as mulheres que ali frequentavam eram da mais baixa classe.
Não tivera ainda tempo para raciocinar e, levado pelo impulso de me libertar da vida, caíra justamente no pior lugar que eu poderia imaginar.
Aos primeiros goles daquela bebida amarga e estranha, lembrei-me de meu pai, de seus conselhos ponderados, nos mostrando os males e as bênçãos do bom proceder, a figura bondosa de mamãe nos repreendendo quando jogávamos água uns nos outros.
Não sei se foram as lembranças de meus pais, ou se Deus tivera piedade de mim, parei com o copo pelo meio, olhei aqueles rostos de homens acabados pelos vícios, na agitação vertiginosa, misturadas muitas vezes com a agonia de consciências culpadas, procurando viver vida diferente nas ilusões de uma vida falsa e mentirosa.
A música penetrava fortemente pelos meus ouvidos e lembrei então como eu era rude em casa. Não aceitava que os meninos pusessem um som mais alto, pois incomodava a leitura do meu jornal, implicava com as novelas de Mariazinha, olhava sempre de mau humor para meu sogro, que, coitado, não tinha onde ficar… E no serviço, como chefe, era implicante, intolerante, não aceitava desculpas. ai daquele que chegasse tarde, descontava no fim do mês.
Ah, meu Deus, com certeza todos me odiavam. Olhei ao meu redor. O que estava fazendo ali? Por que força misteriosa me fizera chegar até aquele lugar?
Saí dali com pensamentos diferentes: pensei em meu lar. O amor surgiu forte pelos entes queridos, que eu, no meu egoísmo, não queria aceitar. Foi esse amor, centelha luminosa que existe em todo ser, que fez surgir em mim à vontade de viver.
Pensei. amei e fui amado, e o que restou de mim? Na confusão do meu ser, não sabia me responder. só sabia que estava errado e queria me redimir.
Voltei altas horas da noite. Mariazinha já dormia. Andava devagar pelo quarto para não despertá-la. Deitei. Olhei para Mariazinha, como há muito não fazia. Era a mesma moça que eu conhecera, somente mais sofrida, deixando transparecer pequenas rugas, ar cansado, mesmo dormindo. Com certeza estivera chorando.
Arrependi-me de tudo. Queria que amanhecesse logo, para que eu pudesse conversar com ela, pedir que tivesse paciência comigo, pois não queria mais morrer, mas sim viver para eles, para a minha família. Assim, com esses pensamentos, adormeci.
Logo pela manha, levantei primeiro que todos, fui à cozinha, preparei o café como fazia logo que casamos, coloquei o café em uma bandeja e levei para Mariazinha, que me olhou surpresa, pois não esperava mais dessas minhas gentilezas.
Sentou na cama e olhando bem nos meus olhos, me disse:
- Estarei sonhando?
- Não, eu é que acordei de um sonho mau. De hoje em diante, quero ser aquele homem que você conheceu. Tive uma experiência que me fez refletir e dar valor à vida e a tudo que Deus nos dá com tanto amor.
Meus filhos, ouvindo barulho, correram para o nosso quarto, pularam na cama e, abraçados, agradeci a Deus por ter nos dado tanta felicidade, pois vendo a infelicidade dos outros, é que consegui ver os meus erros e repará-los.
Desconheço o autor
Dedicava-me de corpo e alma a minha família, mas, sempre incompreendido, minha vida se tornara um tormento.
Uma noite, saí sem rumo certo e fui parar em um antro de malfeitores que davam pouco valor à vida. O ambiente era dos piores.
Quando entrei, quase todos os olhares me foram dirigidos. Fiquei um tanto temeroso, pois ali não era o meu lugar. Sentei em uma mesa e pedi uma bebida.
Não era meu feitio beber, mas, naquele meio, não tive outro jeito, senão me igualar a eles, pelo menos na bebida.
A música era barulhenta e as mulheres que ali frequentavam eram da mais baixa classe.
Não tivera ainda tempo para raciocinar e, levado pelo impulso de me libertar da vida, caíra justamente no pior lugar que eu poderia imaginar.
Aos primeiros goles daquela bebida amarga e estranha, lembrei-me de meu pai, de seus conselhos ponderados, nos mostrando os males e as bênçãos do bom proceder, a figura bondosa de mamãe nos repreendendo quando jogávamos água uns nos outros.
Não sei se foram as lembranças de meus pais, ou se Deus tivera piedade de mim, parei com o copo pelo meio, olhei aqueles rostos de homens acabados pelos vícios, na agitação vertiginosa, misturadas muitas vezes com a agonia de consciências culpadas, procurando viver vida diferente nas ilusões de uma vida falsa e mentirosa.
A música penetrava fortemente pelos meus ouvidos e lembrei então como eu era rude em casa. Não aceitava que os meninos pusessem um som mais alto, pois incomodava a leitura do meu jornal, implicava com as novelas de Mariazinha, olhava sempre de mau humor para meu sogro, que, coitado, não tinha onde ficar… E no serviço, como chefe, era implicante, intolerante, não aceitava desculpas. ai daquele que chegasse tarde, descontava no fim do mês.
Ah, meu Deus, com certeza todos me odiavam. Olhei ao meu redor. O que estava fazendo ali? Por que força misteriosa me fizera chegar até aquele lugar?
Saí dali com pensamentos diferentes: pensei em meu lar. O amor surgiu forte pelos entes queridos, que eu, no meu egoísmo, não queria aceitar. Foi esse amor, centelha luminosa que existe em todo ser, que fez surgir em mim à vontade de viver.
Pensei. amei e fui amado, e o que restou de mim? Na confusão do meu ser, não sabia me responder. só sabia que estava errado e queria me redimir.
Voltei altas horas da noite. Mariazinha já dormia. Andava devagar pelo quarto para não despertá-la. Deitei. Olhei para Mariazinha, como há muito não fazia. Era a mesma moça que eu conhecera, somente mais sofrida, deixando transparecer pequenas rugas, ar cansado, mesmo dormindo. Com certeza estivera chorando.
Arrependi-me de tudo. Queria que amanhecesse logo, para que eu pudesse conversar com ela, pedir que tivesse paciência comigo, pois não queria mais morrer, mas sim viver para eles, para a minha família. Assim, com esses pensamentos, adormeci.
Logo pela manha, levantei primeiro que todos, fui à cozinha, preparei o café como fazia logo que casamos, coloquei o café em uma bandeja e levei para Mariazinha, que me olhou surpresa, pois não esperava mais dessas minhas gentilezas.
Sentou na cama e olhando bem nos meus olhos, me disse:
- Estarei sonhando?
- Não, eu é que acordei de um sonho mau. De hoje em diante, quero ser aquele homem que você conheceu. Tive uma experiência que me fez refletir e dar valor à vida e a tudo que Deus nos dá com tanto amor.
Meus filhos, ouvindo barulho, correram para o nosso quarto, pularam na cama e, abraçados, agradeci a Deus por ter nos dado tanta felicidade, pois vendo a infelicidade dos outros, é que consegui ver os meus erros e repará-los.
Desconheço o autor
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