sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Escutar pra que?

Tudo que o Senhor Supremo faz é bom

Havia um rei que era sempre aconselhado por seu ministro: "Tudo que o Senhor Supremo faz é bom" - dizia ele.

Então uma vez por acaso o rei cortou um dedo e tendo ficado muito angustiado perguntou ao ministro:
- "Tenho cumprido meus deveres religiosos, porque Deus fez essa injustiça comigo?".

- "Tudo que o Senhor Supremo faz é bom", respondeu o ministro.

Tendo ficado muito irritado com essa resposta, o rei decidiu castigá-lo prendendo-o na cadeia.

Na manhã seguinte, o rei que sempre saia para caçar com o ministro, decidiu ir sozinho mantendo-o preso.

Porém na floresta ele foi capturado pelos canibais que queriam oferecê-lo em sacrifício.

Então ele foi banhado e preparado, quando no último momento investigando seu corpo viram que estava incompleto, faltando um dedo, e não podendo oferecê-lo em sacrifício, resolveram soltá-lo.

Sentindo-se aliviado, o rei voltou ao seu palácio e soltando o ministro disse.

"Agora entendo o que você queria dizer com "tudo o que o Senhor Supremo faz é bom".

Estava a ponto de ser morto e quando viram que me faltava um dedo decidiram soltar-me.

Agora só não entendo porque você foi preso injustamente. Por que o Senhor Supremo fez isso com você?

"Tudo que o Senhor Supremo faz é bom" repetiu o ministro.

- Eu sempre vou caçar com você na floresta, se o tivesse acompanhado teria sido oferecido em sacrifício pois tenho todos os meus dedos.

"TUDO QUE O SENHOR SUPREMO FAZ É BOM".

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Um anjo de chapéu vermelho

Sentada na lanchonete em frente à clínica, não queria admitir o meu medo. No dia seguinte eu seria internada para fazer uma cirurgia na espinha, uma operação de alto risco. Eu tinha perdido meu pai havia poucas semanas e me sentia desamparada. Era como se a luz que me guiava tivesse retornado ao Céu. Mas eu tentava encontrar forças na minha fé.

"Oh, Senhor, nessa época de provações, mande-me um anjo."

Quando me preparava para sair, vi uma senhora idosa se dirigindo vagarosamente para o caixa. Fiquei atrás dela, admirando sua elegância – um lindo vestido xadrez vermelho e preto, um lenço, um broche e um chapéu vermelho - escalarte.

-Desculpe, senhora, mas não posso deixar de lhe dizer como é bonita. Vê-la assim tão elegante encheu-me de alegria.

Ela segurou a minha mão e disse:

-Minha doce criança, Deus a abençoe. Eu tenho um braço artificial, uma placa de metal no outro e esta perna não é minha. Levo um bom tempo para conseguir me vestir. Tento me arrumar da melhor maneira possível, mas, à medida que os anos passam, parece que as pessoas pensam que não tem importância vestir-se bem. Você hoje fez com que eu me sentisse uma pessoa especial. Que o Senhor possa protegê-la e abençoá-la porque você deve ser um anjinho enviado por Ele.

A senhora se foi sem que eu conseguisse dizer uma só palavra. Ela tocou a minha alma de tal forma que só podia ser o anjo que eu pedira.

Tami Fox

Histórias para Aquecer o Coração das Mulheres
Jack Canfield & Mark V. Hansen & JenniferR. Hawthorne & Marci Shimoff

Editora Sextante

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Mais bonitas do que sardas

Aconteceu num dia em que estava com minha filha no zoológico. Vi uma avó com uma garotinha cuja rosto era salpicado de sardas vermelhas e brilhantes. As crianças estavam esperando numa fila para que um artista pintasse suas faces com patinhas de tigre.

– Você tem tantas sardas que ele não vai ter onde pintar – um menino gritou na fila. Sem graça, a menininha abaixou a cabeça.

A avó ajoelhou-se perto dela e disse:

– Adoro suas sardas.

– Mas eu detesto - ela replicou.

– Quando eu era menina, sempre quis ter sardas – disse a senhora, passando o dedo pela face da neta. – Sardas são tão bonitas!

A menina levantou o rosto:

– São mesmo?

– Claro – disse a avó. – Quer ver? Me diga uma coisa mais bonita que sardas.

A garotinha, olhando para o rosto sorridente da senhora, respondeu suavemente:

– Rugas.

Aquele momento me ensinou para sempre que, se olharmos para os outros com os olhos do amor, não veremos o que possam ter de feio. Apenas o que têm de bonito.

Sue Monk Kidd
Histórias para Aquecer o Coração das Mulheres
Jack Canfield & Mark V. Hansen & Jennifer R. Hawthorne & Marci Shimoff - Sextante

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Uma história comovente




Garoto paraplégico que sonha em ser PM se emociona com presente de aniversário
Ele nasceu em um dos bairros mais pobres e com maior índice de criminalidade de Patos de Minas e ainda com hidrocefalia, doença que o impede de caminhar.
Mas as dificuldades não corromperam o sonho de João Carlos de se tornar um Policial Militar.
Às vésperas de completar 11 anos, o garoto escreveu uma carta que comoveu a todos. A surpresa veio nesta terça-feira (25), dia de seu aniversário.
A carta foi endereçada ao cabo Batista, o policial que faz a ronda em sua escola e com quem ele tem mais contato.
“Meu maior sonho é ganhar uma roupa de policial com algema, rádio de comunicação, revólver (pode ser de brinquedo) e também dar um passeio pela cidade no carro da polícia”, confidenciou João Carlos ao policial.
O pedido sensibilizou os policiais da 86ª Companhia da Polícia Militar e a realização do sonho de João Carlos foi cuidadosamente preparado.
Os policiais chegaram de surpresa. O encontro com o cabo Batista foi emocionante. Com os olhos em lágrimas, João Carlos se agarrou ao policial com toda a força.
O abraço da alegria e da gratidão.
Ali mesmo no meio da rua Jesus de Nazaré, em frente à casa simples, João Carlos recebeu a farda, semelhante a da Polícia Militar, e todos os presentes idealizados em seus sonhos.
A vizinhança inteira veio compartilhar o momento e comemorar o aniversário do garoto. A surpresa também teve direito a parabéns e bolo de aniversário.
A festa para João Carlos ficou completa com a realização do último sonho do garoto.
Devidamente fardado, ele entrou na viatura da Polícia Militar e seguiu pelas ruas da cidade para tentar levar paz ao mundo violento em que vive.
(Visto no Facebook)

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O Custo da Gratidão

Qual será o melhor método para se ensinar a virtude da gratidão aos filhos? Haverá uma fórmula especial que dê resultado garantido?

Por vezes, o mais acertado provém de uma tomada de atitude, que determina um período de reflexão.

Mais ou menos como aconteceu com aquele garoto aos seus 13 anos.

Ele e o pai costumavam passear juntos aos sábados. Nada espetacular. Simplesmente uma ida ao parque, ou à marina para olhar os barcos.

Por vezes, uma visita em lojas de bugigangas, só para comprar aparelhos eletrônicos baratos, para desmontá-los ao chegar em casa e verificar seu sistema de funcionamento.

Algumas vezes havia uma parada na sorveteria. Randal nunca sabia se o pai iria ou não parar na sorveteria. Por isso, esperava ansioso, na volta para casa, que o pai enveredasse por aquela esquina decisiva. A esquina que significava animação e água na boca.

O pai do garoto, por vezes, tomava o caminho mais longo. Dizia que era para mudar um pouco o trajeto. Em verdade, parecia um jogo, onde ele ficava testando o autocontrole do filho.

Quando chegava na esquina, ele oferecia:

Quer um sorvete de casquinha?

O garoto pedia sorvete de chocolate, e o pai, de creme. Andavam devagar até o carro e ficavam saboreando o sorvete. Para o garoto, aquilo era o paraíso.

Certo dia, em que rumando para casa, passavam pela esquina, o pai perguntou: e aí, quer um sorvete de casquinha hoje?

Boa pedida! disse Randal.

Também acho, concordou o pai. Não quer pagar hoje?

O sorvete custava então vinte centavos. A cabeça de Randal começou a girar. Ele podia pagar. Ganhava uma mesada semanal de vinte e cinco centavos, mais uns trocados por serviços eventuais.

Mas ele queria economizar. Economizar era importante. E, por se tratar do seu dinheiro, Randal achou que sorvete não era um bom investimento.

E aí ele disse as palavras mais feias que podia ter dito naquele momento: bom, nesse caso, acho que vou desistir.

A resposta do pai foi lacônica. Concordou e começou a andar em direção ao carro estacionado. Assim que fizeram a curva a caminho de casa, o garoto percebeu o quanto estava errado.

Como ele pudera ser tão mesquinho? Seu pai já perdera a conta de quantos sorvetes lhe pagara e ele nunca comprara nenhum para ele. Como ele pudera perder aquela oportunidade rara de dar alguma coisa àquele pai tão generoso?

Pediu ao pai que voltasse. Em vão. Randal ficou se sentindo péssimo por seu egoísmo, sua ingratidão. Foram para casa.

Aquela semana foi terrível, longa, angustiante. O pai não agiu como se estivesse desapontado ou desiludido. Contudo, o garoto pensava e pensava.

No final de semana seguinte, quando fizeram o novo passeio, ele fez questão de conduzir o pai até à sorveteria e lhe oferecer, sorrindo: pai, quer um sorvete de casquinha hoje? Eu pago!

Naqueles dias, Randal aprendeu que a generosidade tem mão dupla, que a gratidão algumas vezes custa um pouco mais do que um simples "obrigado". No seu caso específico, lhe custou vinte centavos. E lhe valeu uma lição para a vida.

Pensamento

No processo da educação, quase sempre um gesto tem efeito mais poderoso do que muitas palavras.

A sabedoria está, para o educador, em saber usar as palavras certas, nos momentos adequados e a utilizar a eloquência do silêncio, nas horas precisas.

domingo, 18 de novembro de 2012

Seu cavalo pode voar!

Um poderoso rei condenou um humilde súdito à morte. O homem, prestes a ser executado, propôs e teve a concordância do rei, permiti-lo ensinar o cavalo real a voar. Caso não conseguisse, no prazo de um ano, então sua sentença seria cumprida.

Por que adiar o inevitável? Perguntou-lhe um amigo. Não é inevitável, ele respondeu: as chances são quatro a um a meu favor. Dentro de um ano: o rei pode perder o trono; eu posso fugir; o cavalo pode fugir e eu posso ensinar o cavalo a voar.

Freqüentemente nos vemos diante de obstáculos difíceis e aparentemente impossíveis de transpor. Por mais que busquemos soluções, elas parecem não existir. O primeiro impulso nos convida a desistir, mas é preciso que jamais esqueçamos que para o nosso amado Deus todas as coisas são possíveis!

Há alguns séculos costumava-se dizer que, o homem jamais poderia voar. "Se Deus quisesse que o homem voasse, teria lhe dado asas." Porém, hoje, em poucas horas o homem atravessa um oceano e vai para outro continente! Assim como o súdito de nossa estória, aprendamos a olhar a situação com otimismo. Para cada possibilidade adversa, muitas favoráveis poderão ser encontradas, e, com muita fé e determinação, o que parecia impossível poderá se tornar realidade.

Não esmoreça nunca! Mesmo que tudo indique o contrário, creia: o seu cavalo pode voar!