quarta-feira, 7 de novembro de 2012

20 Conselhos dos indígenas norte-americanos

1. Levanta-te com o sol para orar. Ora frequentemente. O Grande Espírito ouvirá, certamente, se lhe falas.

2. Sê tolerante com aqueles que perderam o caminho. A ignorância, a presunção, a ira, a inveja e a ganância, derivam de uma alma perdida. Ora para que eles reencontrem o caminho.

3. Busca-te a ti mesmo, pelos teus próprios meios. Não permitas que outros façam o teu caminho por ti. É o teu caminho e é só teu. Outros podem caminhar contigo, mas ninguém pode fazer o teu trajeto por ti.

4. Trata os teus convidados em tua casa com muita consideração. Serve os melhores alimentos, a melhor cama e trata-os com respeito e honra.

5. Não fiques com o que não é teu, seja de um indivíduo, da comunidade, da selva ou de uma cultura. Não ganhaste ou foi-te dado. Não é teu.

6. Respeita todas as coisas que estão sobre a terra, sejam elas pessoas, animais ou plantas.

7. Honra os pensamentos, desejos e palavras de todas as pessoas. Nunca os interrompas, ridicularizes ou imites de forma grosseira. Permite a cada pessoa o direito de expressão pessoal.

8. Nunca fales mal dos outros. A energia negativa que envias para o universo multiplica-se quando regressa a ti.

9. Todas as pessoas cometem erros. E todos os erros podem ser desculpados.

10. Os maus pensamentos causam doenças na mente, no corpo e no espírito. Prática o otimismo.

11. A natureza não é para nós. É parte de nós. Ela é parte da nossa família deste mundo.

12. As crianças são as sementes do nosso futuro. Semeia o amor nos seus corações e rega-as com sabedoria e lições da vida. Quando elas começarem a germinar, dá-lhes espaço para crescerem.

13. Evita ferir os corações dos outros. O veneno do sofrimento causado acaba por retornar a ti.

14. Sê verdadeiro em todos os momentos. A honestidade é o teste da tua vontade neste universo.

15. Mantém-te equilibrado. A tua pessoa mental, a tua pessoa espiritual, a tua pessoa emocional e a tua pessoa física: todas têm a necessidade de serem fortes, puras e saudáveis.

16. Toma decisões conscientes sobre quem serás e como reagirás. Sê responsável pelos teus próprios atos.

17. Respeita a privacidade e o espaço pessoal dos outros. Não toques nas propriedades pessoais de outras pessoas, especialmente nos objetos religiosos e sagrados. Isso é proibido.

18. Sê verdadeiro contigo próprio em primeiro lugar. Não podes nutrir e ajudar os outros, se não conseguires primeiro, nutrir-te e ajudar-te a ti mesmo.

19. Respeita as crenças religiosas dos outros. Não imponhas aos outros as tuas próprias crenças.

20. Partilha a tua boa sorte com os outros. Participa na caridade.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

A paciência de Atisha

Atisha, um grande mestre tibetano, tinha um empregado que era muito desagradável. Estava sempre muito mal disposto, resmungava com tudo e arranjava problemas com todas as pessoas do mosteiro. Além disso, era muito malcriado com o mestre.

Indignados com a sua atitude os discípulos imploravam ao mestre que o mandasse embora, que o substituiriam no seu trabalho. Então Atisha respondia:

- E sem ele como é que vou treinar a minha paciência?

Consta que ao fim de uns anos, tratado carinhosamente por Atisha, o empregado se converteu.

Agora quando alguma coisa me irrita ou alguém me aborrece lembro-me desta história e agradeço a "este meu empregado Atisha" que me permite desenvolver a paciência.

Histórias Budistas

domingo, 4 de novembro de 2012

Principios

Jonh Blanchard levantou do banco, endireitando a jaqueta de seu uniforme e observou as pessoas fazendo seu caminho através da Grande Central Station.

Ele procurou pela garota cujo coração ele conhecia mas o rosto não; a garota com a rosa. Seu interesse por ela havia começado 30 meses antes, numa livraria da Flórida.

Tirando um livro da prateleira, ele se pegou intrigado, não com as palavras do livro, mas com as notas feitas à lápis nas margens. A escrita suave refletia uma alma profunda e uma mente cheia de brilho. Na frente do livro, ele descobriu o nome do primeiro proprietário: Srta. Hollis Maynell.

Com tempo e esforço, ele localizou seu endereço. Ela vivia na cidade de Nova York. Ele escreveu a ela uma carta, apresentando-se e convidando-a a corresponder-se com ele. Na semana seguinte ele embarcou em um navio para servir na II Guerra. Durante o ano seguinte, mês a mês eles desenvolveram o conhecimento um do outro através de suas cartas. Cada carta era uma semente caindo num coração fértil. Um romance de companheirismo. Blanchard pediu uma fotografia, mas ela recusou. Ela sentia que se ele realmente se importasse com eles, não importaria como ela era, ou sua aparência.

Quando finalmente chegou o dia em que ele retornou da Europa, eles marcaram seu primeiro encontro - 7:00 da noite na Grand Central Station. "Você me reconhecerá" ela escreveu, "pela rosa vermelha que estarei usando na lapela".

Então, às 7:00 ele estava na estação, procurando pôr uma garota cujo coração ele amava, mas cuja face ele nunca havia visto. Vou deixar o Sr. Blanchard dizer-lhes o que aconteceu:

"Uma jovem aproximou-se de mim. Sua figura era alta e magra.

Seus cabelos loiros caíam atrás de suas delicadas orelhas, seus olhos eram azuis como flores. Seus lábios e queixos tinham uma firmeza delicada e seu traje verde pálido era como se a primavera tivesse chegado.

Eu me dirigi a ela, inteiramente esquecido de perceber que ela não estava usando uma rosa. Como eu me movi em sua direção, um pequeno e provocativo sorriso curvou seus lábios."

"Indo para o mesmo lugar que eu, marinheiro?" ela murmurou. Quase incontrolavelmente, dei um passo para junto dela, e então eu vi Hollis Maynell.

Ela estava parada quase que exatamente atrás da garota. Uma mulher já passada dos 50 anos, ela tinha seus cabelos grisalhos enrolados num coque sob um chapéu gasto. Ela era mais que gorducha, seus pés compactos confiavam em sapatos de saltos baixos. A garota de verde seguiu seu caminho rapidamente.

Eu me senti como se tivesse sido dividido em dois, tão forte era meu desejo de seguí-la e tão profundo era o desejo por aquela mulher cujo espírito verdadeiramente me acompanhara e me sustentara através de todas as minhas atribulações. E então ela parou, sua face pálida e gorducha era delicada e sensível, seus olhos cinzas tinham um calor e simpatia cintilantes.

Eu não hesitei, meus dedos seguraram a pequena e gasta capa de couro azul do livro que a identificou para mim. Isto podia não ser amor, mas poderia ser algo precioso, talvez mais que amor, uma amizade pela qual eu seria para sempre cheio de gratidão. Eu inclinei meus ombros, cumprimentei-a mostrando o livro para ela, ainda pensando, enquanto falava, na amargura do meu desapontamento. "Sou o Tenente Jonh Blanchard, e você deve ser a Srta. Maynell. Estou muito feliz que você tenha podido me encontrar. Posso lhe oferecer um jantar?".

O rosto da mulher abriu-se num tolerante sorriso: "Eu não sei o que está acontecendo", ela respondeu. "Aquela jovem de vestido verde que acabou de passar me pediu para colocar esta rosa no casaco. E ela disse que se você me convidasse para jantar, eu deveria lhe dizer que ela esta esperando por você no restaurante da esquina. E ela disse que isso era um tipo de teste!"

Não parece difícil, para mim, compreender e admirar a sabedoria da Srta. Maynell.

A verdadeira natureza do coração de uma pessoa é vista na maneira como ela responde ao que não é atraente.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Vocação para felicidade

"Não serei o poeta de um mundo caduco."

 Não escreverei versos chorosos, cantando      tristezas infinitas,
 amores impossíveis, saudades dolorosas,
 paixões trágicas e não correspondidas.

 Tenho a vocação para a felicidade.
 Ser feliz não me traz sentimento de culpa.
 Não preciso da tristeza para justificar  a  inutilidade da vida.
 Não preciso morrer e ir  ao céu para encontrar  a felicidade.
Quero-a e tenho-a neste espaço terreno do  aqui e  do  agora.


A felicidade, tal e qual o  amor,  está dentro de mim
E transborda em ternuras, em melodias,
em carinhos, em alegrias, em cantos e encantos.

Sou feliz e não preciso me justificar.
Sorrio sem ver passarinho verde.
Não tenho medo de ser feliz.

Faço minha estrela brilhar.
Sem receio dos encontros, desencontros,
encantos e desencantos que o amor me diz.

Contrariedades? Eu  as tenho.
E quem não as tem na vida secular ?
Escassez de dinheiro? Nem é bom falar
Amores não correspondidos? Separações?
Rejeições? Saudades incuráveis?
Carinhos reprimidos, ternuras guardadas,
sem  a contra parte do outro?
Eu tenho aos montões.
Sou a rainha das perdas, necessárias ao meu crescimento.

Contudo quem não soube a sombra não sabe a luz.
E num livro de matemática existencial
juntei todos esses problemas insolúveis,
com as respostas nas últimas páginas.
Mas pra que me debruçar
sobre eles, procurando a solução
se a própria vida me conduz
a resposta final?

Sem medo de ser feliz vou por aqui e por ali
por onde os caminhos, as trilhas,
Os atalhos me levarem, traçando meu rumo.
Às vezes com alguma tristeza,
mas quem disse que felicidade
é o contrário de tristeza?
Tristeza é só uma momentânea falta de alegria!

É, amigo, amanhã é sempre um novo dia
E quando a infelicidade passar por aqui,
minhas malas estarão prontas
para eu ir por ali.

(C. Drummond de Andrade. )

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alfabeto emocional

O Dr. Juan Hitzig estudou as características de alguns idosos saudáveis e concluiu que além das características biológicas, o denominador comum entre todos eles está em suas condutas e atitudes.

“ Cada pensamento gera uma emoção e cada emoção mobiliza um circuito hormonal que terá impacto nos trilhões de células que formam um organismo – explica -.

As condutas “S”: serenidade, silêncio, sabedoria, sabor, sexo, sono, sorriso, promovem secreção de Serotonina, … enquanto que as condutas “R”: ressentimento, raiva, rancor, repressão, resistências, facilitam a secreção de CoRtisol, um hormônio coRRosivo para as células, que acelera o envelhecimento.

As condutas “S” geram atitudes “A”: ânimo, amor, apreço, amizade, aproximação. As condutas “R” pelo contrário geram atitudes “D”: depressão, desânimo, desespero, desolação.

Aprendendo este alfabeto emocional, lograremos viver mais tempo e melhor, porque o “sangue ruim” (muito cortisol e pouca serotonina) deteriora a saúde, oportuniza as doenças e acelera o envelhecimento. O bom humor, pelo contrário, é a chave para a longevidade saudável.”

Tenha uma excelente vida! Plena de Serotonina!!!